Hamlet e o filho do padeiro - Memórias imaginadas

    Augusto Boal

    Cosac Naify
    2014
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788540506534
    Português Brasileiro

    Livro de memórias de um dos maiores teatrólogos contemporâneos, repassa toda a sua trajetória. Da infância no subúrbio da Penha à experiência política na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Boal revolucionou o modo de escrever e encenar teatro. Em meados de 1950, estudou em Columbia e trouxe dos Estados Unidos uma série de conhecimentos que, a seguir, adaptaria à realidade brasileira em engenhosas montagens no Teatro de Arena. O livro conta também os reveses que sofreu após o golpe de 1964, com prisão, tortura e exílio, de onde difundiu suas técnicas para diretores e atores de todo o mundo.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Paulo Carvalho picture
    Paulo Carvalho27/08/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Como escrevi no meu blog.

    O livro narra a história de Augusto Boal desde as suas raizes familiares, até fins do ano de 1999, época em que o livro foi escrito. Boal foi o artista brasileiro com maior expressão internacional no campo teatral, seu teatro do oprimido esta em mais de 50 países. O livro tem uma escrita agradável e é quase impossível não se identificar com o mestre em momentos como os quando ele narra discussões dele, com ele mesmo. Eu me emocionei em diversas partes, como quando ele ouve de John Gassner: “Mr. Boal, you are a playwriter!”, ou quando recorda com carinho da compaixão que os amigos lhe tiveram, nos dificeis tempos da ditadura. É com certeza um livro essencial pra quem quer entender não só a história do teatro do brasileiro, mas também toda a geração de artistas da qual Boal fazia parte. E um detalhe muito bom é que só paguei R$10,00 no livro, na livraria cultura do cojunto nacional. “Pra mim, a Palavra é um ser vivo. Ao escrever este texto, sinto alegria sensual, corporal, vendo as palavras fugindo dos meus dedos e reaparecendo, alegres, na tela do computador. Quando saem de mim, da minha cabeça e do meu sangue, primeiro me miram e se deixam ver, em humano diálogo com a tela; depois, pedem licença: vão partir. Em busca de alguem: você, leitor. Palavras são amigas que buscam novos amigos.”

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 18
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%