A conquista do espaço - Epopéia Edição Especial

    Raamóm Llampayas

    EBAL
    1956
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Edição comemorativa do cinquentenário do "mais-pesado-que-o ar", publicada pela EBAL em 1956. Texto de A. de Miranda Barros Desenhos de Ramon Llampayas

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    R .22/11/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Edição especial publicada pela EBAL em 1956, no mês de Outubro, quando o feito de Santos Dumont com o 14-BIS completou 50 anos. Ocorreram várias homenagens e esta foi das mais legais. A HQ é muito interessante, com detalhamentos fantásticos na história da conquista aérea, passando pelo desejo de voar desde os primórdios da humanidade, lendas em torno do assunto (destaque para Ícaro), idealizações diversas entre visionários (como as projeções de Leonardo Da Vinci), invenções pioneiras (tipo o Passarola do Frei Bartolomeu de Gusmão), as inúmeras tentativas em busca da conquista, a evolução do balonismo, os desafios em torno de máquinas com motores e, enfim, as histórias da construção e conquista do 14-BIS de Santos Dumont. Está mais para livro didático do que para quadrinho e, com todos os vícios toscos das edições mais antigas, gostei muito da publicação. A leitura foi sensacional. O nível de informações é extremamente instigante e posso citar a referência ao brasileiro Augusto Severo, na busca da conquista pelo Prêmio Deustch em Paris, alcançado por Dumont em 1901. Já ouviu falar? O balão dele explodiu, numa tragédia terrível e pouco conhecida, em pleno ar. A história da conquista aérea teve muitas mortes nessa busca e interessante que as incertezas e medos não apagaram os ânimos dos inúmeros inventores e sonhadores do contexto. Também achei interessante a perspectiva inventiva, que primeiro tentou imitar o voo dos pássaros (em aparatos chamados ornitópteros), depois teve impulso diversificado através do balonismo (onde destacou-se também o Dumont em propostas pioneiras, premiadas e reconhecidas em nível mundial) e, enfim, a corrida para a construção das máquinas voadoras a motor. Algumas partes pareceram-me bizarras, como numa referência a Simão, o mágico, citado na Bíblia e apresentado na HQ em um contexto que parece originado de literatura apócrifa e mitológica. O que não gostei foi a ausência da conquista do Prêmio Deutsch em 1901. O momento foi eufórico e dá para ver em fotografias do contexto, com o povo acenando para Dumont erguendo o chapéu com bengalas. Talvez não detalharam para não rivalizar com o momento de maior destaque na proposta da publicação... Detectei também alguns erros de datação (na introdução do automóvel no país). Fiz a pesquisa. Gosto da leitura em paralelo com a busca pessoal. Por essas e outras, a leitura foi descontraída e educativa. Um prazer, em algo que em primeira impressão parecia tosco e enfadonho. Quem diria, hein!

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