Passando os olhos pelas prateleiras da biblioteca, a procura de algo que pudesse me interessar, eis que me deparo com o segunte título: "Era Uma Vez em Paris", de Barbara Cartland. Achei-o bem sujestivo e, então resolvi dar uma oportunidade para o livro e levâ-lo para casa.
A história é bem simples, porquanto, se não me falha a memória, terminei a leitura rapidamente. Só sei que ao fazê-lo tive grande decepção. Esperando encontrar um enredo fascinante, tive de me contentar com uma novela convencional, cheia de fórmulas e personagens esteriotipados. Resumindo em poucas palavras, seria mais ou menos isso: moça não muito afortunada vai a Paris trabalhar em um mansão, se apaixona pelo filho de seu patrão e ambos vivem felizes para sempre. Mas, será que não conheço essa história de algum lugar? Isso mesmo, as famosas telenovelas mexicanas. Mera semelhança é simples coincidência. Ou, nesse caso não! Visto que vários elementos são facilmente identificáveis: da nada contida dramatização ao final previsível.
E foi aí, de fato, que entendi essa tão falada expressão que diz "não julgue um livro pela capa" (título no meu caso) e desde então tento não repetir o erro, mas nunca se sabe: uma capa atraente, um nome intrigante...