Paixão Pelo Paradoxo - uma Introdução a Kierkegaard

    Ricardo Quadros Gouvêa

    Fonte Editorial
    2006
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8586671142
    Português Brasileiro

    Poucos autores foram tão influentes no pensamento do séc. XX, quanto o teólogo e filósofo cristão Soren Kierkegaard (1813-1855). Sua obra é ainda pouco conhecida no Brasil, mas sua influência já é sentida em todas as áreas do conhecimento humano. Nesta obra introdutória ao pensamento de Kierkegaard, o prof. Dr. Ricardo Quadros Gouvêa focaliza a sua teologia e filosofia da religião visando mostrar que o pensamento de Kierkegaard está longe de ser tipicamente liberal. Os epítetos dados ao teólogo, de inspirador do barthianismo, pai do existencialismo e precursor do pós-modernismo, são questionados criticamente. Os principais conceitos kierkegaardianos são analisados criticamente. Kierkegaard é apresentado pelo autor como um pensador integrado na tradição agostiniana que tem muito a contribuir para a compreensão contemporânea da fé e da relação entre a fé e a razão.

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    Kaique Nunes13/02/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Paixão pelo Paradoxo é uma maravilhosa introdução ao pensamento de Kierkegaard, escrito pelo professor de filosofia e teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ricardo Quadros Gouveia. O autor busca o entendimento de kierkegaard para além dos rótulos que lhe foi colocado. Será kierkegaard o pai do existencialismo? O percursor do pós-modernismo? Um fideísta, ou subjetivista? É inegável sua influência sobre Sartre, quem supostamente cunhou o termo “existencialismo”, porém, o conhecimento que este tinha de kierkegaard estava mediado por pensadores que já interpretavam e adaptavam sua filosofia de acordo com seus interesses. Sartre desconsidera a pedra angular do pensamento kierkegaardiano, assim como Heidegger, ambos buscaram secularizar sua filosofia. Quando kierkegaard usa a palavra “existencial”, não se refere a um ato sartreano de auto-apropriação em face da absoluta nulidade e falta de sentido que permeia a realidade. Ele se refere a síntese do temporal e eterno que ele detecta no ser humano. Logo, se ele pode ser entendido como um existencialista, esse existencialismo é radicalmente diferente do que o sucedeu, pois seu aspecto fundamental foi retirado. Kierkegaard se via eminentemente como um pensador cristão. Gouveia aponta também erros em pensadores como Adorno, que parece não entender que o fato de Kierkegaard ser cristão não diminui sua filosofia, mas a fortalece e o coloca em um seleto grupo de pensadores, como Santo Agostinho, Pascal e muitos outros cristãos paradoxais. Um ótimo livro para quem quer ter o primeiro contato com o filósofo dinamarquês.

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