"Quem somos, no momento da leitura de um poema? Onde começa o emissor e termina o receptor? O que é a poesia se não a centelha que se acende entre "eu" e "você"?"
Uma das leituras mais intrigantes que concluí se este termo poderia ser usado com este livro que vou ler e reler trechos marcados, em que os sentidos dos poemas e trechos se duplicam ou triplicam a cada releitura, como poderia decifrar se o próprio Autor disse escrevo:
"Com uma lógica bem imprevisível"
O Poeta diz que não entrega seu ouro, seu sentido. Abre suas imagens para várias interpretações como uma pintura, com um caráter irrequieto, nômade, cético, bem-humorado nao poderia se satisfazer com "subdivisões prismática da idéia" criou a sua própria desconstrução da linguagem poética comum, com impulso dionísico, desequilibrio, caos, sentidos, memórias, afirmacão.
"Para mim é evidente assisto à eclosão do meu pensamento: vejo-o, escuto-o."
"O poeta se torna visionário, busca sua alma, inspeciona-a, experimenta-a, aprende-a."
"Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens."
Angústia
"Pode ser que Ela me faça perdoar as ambições continuamente esmagadas, __que um final feliz compense os tempos de indigência, __que um dia de sucesso nos adormeça sobre o vexame de nossa fatal incompetência."
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