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    O Crime de Sylvestre Bonnard (Grandes Traduções) -

    Anatole France

    Record
    2007
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788501074843
    Português Brasileiro
    3.8
    49 avaliações
    Leram85Lendo7Querem111Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos4Desejados111Avaliaram49

    'O Crime de Sylvestre Bonnard' não é apenas um romance, mas dois, ligados pelo mesmo personagem, presente em ambos os textos - Sylvestre Bonnard, um acadêmico solitário, simpático, filólogo e pesquisador erudito. Com este livro, Anatole France começou a tornar-se famoso. O romance permaneceu por toda a sua vida -- e mesmo depois dela -- como sua obra de maior repercussão.

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    jota 11 picture
    jota 1131/10/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BOM: autor francês nobelizado conta as peripécias de um simpático e erudito sessentão, Sylvestre Bonnard, nem de longe um perigoso bandido

    Lido entre 25 e 31/10/2021 O Crime de Sylvestre Bonnard foi publicado em 1881 e seu autor, Anatole France (1844-1924), recebeu o Nobel de literatura em 1921, portanto quarenta anos após vir à luz o livro que se considera sua obra-prima (uma pequena obra-prima, como ressaltou um estudioso de seus escritos), o primeiro que escreveu. Que eu saiba a Academia Sueca nunca premiou um autor de livros policiais, coisa que France nunca foi mesmo, então resta ao leitor descobrir através da leitura que crime seu personagem central praticou. Isso só nos vai ser informado quase no final da segunda parte da história, que tem o título de Jeanne Alexandre. A primeira parte, A Acha de Lenha, me pareceu um pouco mais interessante do que aquela, porque nela somos apresentados ao erudito e simpático sessentão Sylvestre Bonnard. Ele vive num apartamento parisiense lotado de livros, tem como companhia uma criada meio surda e mandona e um gato, e dedica grande parte de seu tempo ao estudo de antigos manuscritos. Em forma de diário anota os acontecimentos mais significativos de sua vida, especialmente aqueles vividos em duas ocasiões distintas: a busca por um raro manuscrito (que é a história da primeira parte) e seu envolvimento com uma moça, Jeanne Alexandre (segunda parte), que o levou a praticar o crime do título. São duas histórias movimentadas, duas aventuras com vários lances de humor e ironia, que Bonnard nos conta enquanto acresce a elas seus vastos conhecimentos de literatura, filosofia, religião, da vida cultural em Paris etc. Tanto em A Acha de Lenha quanto em Jeanne Alexandre, temos Bonnard dividindo seu protagonismo com várias mulheres especiais, notadamente na primeira narrativa, que se assemelha a uma daquelas edificantes histórias natalinas e que bem poderia ser colocada ao lado do conhecido Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Na segunda narrativa também é a bondade, com que distingue a personagem Jeanne, que conta no final. Vale a pena conhecer um pouco da literatura de Anatole France, um autor que já teve mais prestígio nessas terras tupiniquins, hoje em dia um tanto mergulhadas no negacionismo e na ignorância.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 49
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas45%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Jacques Anatole François Thibault profile picture

    Jacques Anatole François Thibault

    Jacques Anatole François Thibault, mais conhecido como Anatole France (Paris, 16 de abril de 1844 — Saint-Cyr-sur-Loire, 12 de outubro de 1924) foi um escritor francês. De tom céptico, suas publicações obtiveram grande sucesso. Seu primeiro grande êxito foi 0 Crime de Silvestre Bonnard, premiado pela Academia francesa. Outras obras são: Thais, 0 Lírio Vermelho, O poço de Santa Clara, A rebelião dos anjos, etc. Segundo Fulgrosse, durante a guerra Franco-Prussiana (1870-1871), Anatole France participou na defesa de Paris como guarda nacional, integrado na 1ª Companhia do 20º Batalhão da Guarda Nacional do Sena (companhias de guerra), na reserva no reduto de Faisanderie (Joinville-le-Pont) enquanto decorria a batalha de Champigny, foi declarado impróprio ao serviço por ser de fraca constituição e passou a cívil em Janeiro de 1871. Foge de Paris no início da insurreição da Comuna de Paris. Tendo sido primeiramente bibliotecário do Senado, foi eleito para a Academia francesa em 23 de janeiro de 1896, para a poltrona 38, onde ele sucede Ferdinand de Lesseps. Foi recebido na Academia Francesa em 24 de dezembro de 1896. Anatole France apoiou a Émile Zola no caso Dreyfus; ao dia seguinte da publicação do "J'accuse", assinou a petição que pedia a revisão do processo. Devolveu sua Legião de Honra quando foi retirada a de Zola. Participou na fundação da Liga dos Direitos do Homem. Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1921, pelo conjunto de sua obra.

    26 Livros
    27 Seguidores

    Jacques Anatole François Thibault