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    A Dialética da Natureza -

    Friedrich Engels

    Paz e Terra
    2000
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8521903472
    Português Brasileiro
    3.9
    53 avaliações
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    O materialismo histórico, filosofia criada por Engels e Marx, não é apenas a filosofia da História e sim uma filosofia que ilumina toda a classe de acontecimentos, desde a queda de uma pedra até as criações imaginosas de um poeta. Neste livro, Engels empresta particular interesse à interconexão de todos os processos naturais e o caráter artificial das distinções estabelecidas pelo homem, e entre os diferentes domínios do conhecimento humano, tais como a Economia, a História e as Ciências Sociais.

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    Doney Corteletti Stinguel28/09/2024Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Dialética da Natureza, de Friedrich Engels

    Parte I: “A existência normal dos animais é dada nas condições simultâneas em que vivem e às quais se adaptam – as do ser humano, assim que este se diferencia do animal no sentido estrito, nunca antes existiram e deverão ser elaboradas pelo desenvolvimento histórico futuro. O ser humano é o único animal capaz de sair por esforço próprio da condição meramente animal – sua condição normal é condição adequada à sua consciência, a ser criada por ele mesmo.” * “Entre os gregos – justamente por ainda não terem partido para a sua decomposição, para a sua análise –, a natureza ainda é vista em sua totalidade, em seus grandes traços. A interconexão global dos fenômenos naturais não é demonstrada em seus detalhes, mas é, para os gregos, resultado da contemplação direta. Nisso reside a insuficiência da filosofia grega, razão pela qual teve mais tarde de ceder espaço para outras maneiras de ver as coisas. Nisso, porém, reside também a sua superioridade em comparação com todos os seus posteriores adversários metafísicos. No confronto com os gregos, a metafísica teve razão no detalhe, enquanto os gregos tiveram razão nos grandes traços em confronto com a metafísica. Essa é uma das razões pelas quais somos forçados a retornar reiteradamente, tanto na filosofia quanto em tantos outros campos, às realizações daquele pequeno povo, cujo talento e atividade universais lhe asseguraram um lugar na história do desenvolvimento da humanidade que nenhum outro povo jamais poderá reivindicar. A outra razão, porém, é que, nas múltiplas formas da filosofia grega, já se encontram, em estado embrionário, em surgimento, quase todas as concepções posteriores. Por conseguinte, a ciência natural teórica é igualmente forçada a retornar aos gregos, caso queira acompanhar a história do surgimento e do desenvolvimento de seus atuais enunciados universais. E esse reconhecimento conquista cada vez mais espaço. Cada vez mais raros são os pesquisadores da natureza que, ao lidar eles próprios com rejeitos da filosofia grega, por exemplo, a atomística, como se fossem verdades eternas, desdenham com soberba baconista os gregos porque estes não tinham uma ciência natural empírica. Seria de desejar que esse reconhecimento avançasse para uma real tomada de conhecimento da filosofia grega.” * Mais do blog Lista de Livros em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2024/09/dialetica-da-natureza-parte-i-de.html XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “(...) Toda ação planejada de todos os animais não conseguiu imprimir na Terra o carimbo de sua vontade. Para isso foi preciso o ser humano. Em suma, o animal apenas usa a natureza exterior e, por sua simples presença, Enobrecimento causa modificações nela; o ser humano a põe a serviço de seus fins por meio das modificações que introduz nela; ele a domina. E essa é a última diferença essencial entre o ser humano e os outros animais, e novamente é o trabalho que faz essa diferença. Entretanto, não fiquemos demasiado lisonjeados com nossas vitórias humanas sobre a natureza. Esta se vinga de nós por toda vitória desse tipo. Cada vitória até leva, num primeiro momento, às consequências com que contávamos, mas, num segundo e num terceiro momentos, tem efeitos bem diferentes, imprevistos, que com demasiada frequência anulam as primeiras consequências. As pessoas que acabaram com as florestas na Mesopotâmia, na Grécia, na Ásia Menor e em outros lugares para obter terreno cultivável nem sonhavam que estavam lançando a base para a atual desertificação dessas terras, retirando delas, junto com as florestas, os locais de acúmulo e reserva de umidade. Quando consumiram na encosta sul dos Alpes os bosques de pinheiros que eram cultivados com tanto cuidado na encosta norte, os italianos não desconfiaram de que estivessem cortando pela raiz a produção de laticínios de sua região; desconfiaram menos ainda de que, desse modo, estivessem drenando a água de suas fontes montanhosas durante a maior parte do ano, para que, na época das chuvas, pudessem derramar torrentes tanto mais caudalosas sobre a planície. (...) E, assim, a cada passo somos lembrados de que não dominamos de modo nenhum a natureza como um conquistador domina um povo estrangeiro, ou seja, como alguém que se encontra fora da natureza – mas fazemos parte e estamos dentro dela com carne e sangue e cérebro e todo o nosso domínio sobre ela consiste em que, distinguindo-nos de todas as outras criaturas, somos capazes de conhecer suas leis e aplicá-las corretamente.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Friedrich Engels

    Intelectual, revolucionário e empresário alemão, fundador, junto de Karl Marx, do socialismo científico, trabalhou em parceria do amigo, auxiliando-o financeira e teoricamente por toda a vida ao mesmo tempo em que também desenvolveu importante obra teórica.

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    224 Seguidores
    Renânia, Alemanha

    Friedrich Engels