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    Inocência (Coleção Dois em Um Dona Guidinha do Poço-Inocência)

    Visconde de Taunay

    Imprensa Universitária/Edições Adolfo Caminha
    2004
    158 páginas
    5h 16m
    ISBN-10: 8574850519
    Português Brasileiro
    3
    16 avaliações
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    Favoritos0Desejados9Avaliaram16

    Dona Guidinha do Poço e Inocência sempre vêm em uma edição separada. Desta vez o editor reuniu os dois romances em um só. Não há quarta-capa. Há apenas capa. Assim, quando se vira o livro de um lado para outro o que se vê é a capa de Inocência ou de Dona Guidinha do Poço. O primeiro, Inocência, escrito pelo Visconde de Taunay e o segundo, Guidinha do Poço, por Manuel de Oliveira Paiva. Inocência falando de uma mulher pura, de corpo e alma e, por isso mesmo, chamada Inocência; o segundo retratando a realidade de uma outra mulher, Dona Guidinha, que, ao contrário de Inocência perdeu tudo o que tinha por haver praticado adultério. Escritos no século XIX, apenas Inocência foi publicado ainda neste século; Dona Guidinha do Poço só foi editado em 1952 quando Lúcia Miguel-Pereira, dispondo dos originais, se prontificou a editá-lo por sua conta e risco.

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    Júlia Pereira picture
    Júlia Pereira16/01/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Papilio innocentia

    Um clássico da literatura brasileira, que marca com glamour o Romantismo nacional. Pode-se dizer um Romeu e Julieta verde-amarelo. Conta uma conturbada história de amor no sertão do Mato Grosso. Viajante, o doutor Cirino, por felicidade do destino, encontra o senhor Pereira que, assim que descobre a “formação” do mancebo, implora que este o ajude a curar sua filha, Inocência, que sofre de sezões. A partir disso, a trama encerra os sacrifícios que são feitos quando se está apaixonado. Angustiante, emocionante e cativa, a história termina da única maneira possível: retratando as forças de um amor eterno.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3 / 16
    • 5 estrelas6%
    • 4 estrelas6%
    • 3 estrelas63%
    • 2 estrelas19%
    • 1 estrelas6%
    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay profile picture

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, primeiro e único visconde de Taunay, (Rio de Janeiro, 22 de fevereiro de 1843 — Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1899) foi um nobre, escritor, músico, artista plástico, professor, engenheiro militar, político, historiador e sociólogo brasileiro. Família e educação Alfredo Taunay nasceu em uma família aristocrática de origem francesa no Rio de Janeiro. Seu pai, Félix Emílio Taunay, era pintor, professor e diretor da Academia Imperial de Belas Artes e seu avô paterno foi o conceituado Nicolas-Antoine Taunay. Sua mãe, Gabriela Hermínia Robert d'Escragnolle Taunay, fora uma dama da alta sociedade brasileira e era irmã do barão d'Escragnolle e filha do conde d'Escragnolle. Após obter seu bacharelado em literatura no Colégio Pedro II em 1858, aos quinze anos de idade, Taunay estudou Física e Matemática no Colégio Militar do Rio de Janeiro, tornando-se bacharel em Matemática e Ciências Naturais em 1863. Casou-se com Cristina Teixeira Leite, filha do barão de Vassouras, neta do primeiro barão de Itambé e sobrinha-neta do barão de Aiuruoca. Seu filho foi o historiador Afonso d'Escragnolle Taunay, membro-fundador da Academia Brasileira de Letras. Guerra do Paraguai e carreira política Taunay lutou na Guerra do Paraguai como engenheiro militar, de 1864 a 1870. Desta experiência surgiu seu livro A Retirada da Laguna, de 1869. Após seu retorno ao Rio de Janeiro, Taunay lecionou no Colégio Militar e iniciou simultaneamente sua carreira como político do Segundo Império. Atingiu o posto de major em 1875. Foi eleito para a Câmara dos Deputados pela província de Goiás em 1872, cargo para o qual seria reeleito três anos mais tarde. No dia 26 de abril de 1876, foi nomeado presidente da província de Santa Catarina. Assumiu o cargo de 7 de junho de 1876 a 2 de janeiro de 1877, quando o passou ao vice-presidente Hermínio Francisco do Espírito Santo, que presidiu a província por apenas um dia. Em 1 de janeiro de 1877, durante seu mandato como presidente, ele havia inaugurado, no Largo do Palácio, atual Praça Quinze de Novembro, o monumento aos heróis catarinenses da Guerra do Paraguai. Inconformado com a queda do Partido Conservador, Taunay retirou-se da vida política em 1878, deixando o país para estudar, durante dois anos, na Europa. Em 1881 é eleito deputado pela província de Santa Catarina e, em 1885, nomeado presidente da província do Paraná. Em Curitiba, foi um dos responsáveis pela criação do primeiro parque da cidade, o Passeio Público, inaugurado em 2 de maio de 1886 (véspera do dia da entrega do cargo).[1]. Exerceu tal cargo até 3 de maio de 1886. Neste ano, torna-se senador por Santa Catarina, tendo sido escolhido de uma lista tríplice pelo Imperador em 6 de setembro de 1886, sucedendo Jesuíno Lamego da Costa. Recebeu o título nobiliárquico de visconde de Taunay de D. Pedro II em 6 de setembro de 1889. Com a proclamação da República naquele mesmo ano, Taunay deixou a política para sempre. Carreira literária e artística Crítico das influências da literatura francesa, Taunay buscava promover a arte brasileira no exterior. No dia 21 de agosto de 1883 propõe à câmara dos deputados a autorização de uma soma para a realização de uma sinfonia por Leopoldo Miguez em Paris, nos Concerts-Collone. Anteriormente fora responsável pela promoção de Carlos Gomes no exterior. Taunay foi um autor prolífico, produzindo ficção, sociologia, música (compondo e tocando) e história. Na ficção, a obra Inocência é considerada pelos críticos como seu melhor livro. Faleceu diabético no dia 25 de janeiro de 1899. Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e cavaleiro das imperiais ordens de São Bento de Avis e de Cristo. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, criou a Cadeira n.° 13, que tem como patrono Francisco Otaviano. Obras * A Campanha da Cordilheira, 1869 * La Retraite de Laguna, 1871 (em francês, traduzido como "A retirada da Laguna") * Inocência, romance, 1872 * Lágrimas do Coração. Manuscrito de uma Mulher, romance, 1873 * Ouro sobre Azul, romance, 1875 * Estudos críticos, 2 vols., 1881 e 1883 * Amélia Smith, drama, 1886 * No Declínio, romance, 1889 * O Encilhamento, romance, 1894 * Reminiscências, memórias, 1908 (póstumo)

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay