A saga é uma coleção de histórias que giram em torno do surgimento dos sóis americanos. Essas histórias estão ligadas à busca de três pequenos nativos do extremo sul que embarcam em uma jornada para descobrir os segredos dos sóis nas lendas do Velho Norte.
Os sóis são retratados de diversas maneiras, as vezes como vermelhas e brilhantes penas de arara, radiantes como o dia, como contam os indígenas Kamayurás.
E todas as suas histórias solares estão entrelaçadas com os apetrechos aplicados ao pau de Nalladigua do protagonista Pelume, como uma forma de rememorar tantos contos até encontrar a derradeira história, aquela que trará nova luz ao seu povo foeguino.
Os Cinco Sóis é o meu conto do sol predileto, contado no terceiros livro da saga, pelos mexicas. É um mito mesoamericano que fala da criação e destruição do mundo. É uma história que remonta aos tempos antigos e fala de quatro antigas catástrofes e extinções em massa que ocorreram antes do profetizado evento de tremor de terra que acabará com tudo definitivamente. Essas catástrofes incluem onças devoradoras, ventos tempestuosos, chuvas de fogo e inundações.
A história dos Cinco Sóis é um lembrete de quão longe vai a memória mesoamericana e quão profundamente enraizadas estão suas crenças nos ciclos de criação e destruição. É uma história que fala do poder da natureza e da inevitabilidade da mudança.
Ao concluir, o texto da Simone coloca uma questão ao leitor (ao menos para mim colocou!) pedindo-lhe que reflita sobre a sua própria história do sol, única e original. Esta pergunta convida o leitor a considerar suas próprias crenças e experiências com o sol e como isso moldou sua compreensão do mundo ao seu redor, principalmente deste nosso querido continente americano.