As grandes mudanças demográficas e epidemiológicas ocorridas nos últimos 50 anos têm por fundamento o envelhecimento populacional, a rápida urbanização e a globalização de estilos de vida pouco saudáveis. Nesse cenário, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são mais prevalentes do que as doenças infecciosas como a principal causa de morbidade e mortalidade, com sobrepeso e obesidade figurando como importantes fatores de risco. Atualmente, 65% da população mundial vivem em países no qual o excesso de peso acomete mais indivíduos do que o baixo peso. Dados indicam que, em 2007, 72% das mortes ocorridas no País foram atribuídas às DCNT (SCHMIDT et al., 2011). Essas características epidemiológicas são observadas em todos os países de alta renda e na maioria de renda média, como Brasil e México, sendo que, no mundo, 44% da carga de diabetes, 23% da carga de doença isquêmica do coração e entre 7% a 41% de determinados tipos de câncer são atribuídos ao sobrepeso e à obesidade (WHO, 2014). As prevalências de sobrepeso e de obesidade são crescentes em países de baixa e média renda, especialmente em ambientes urbanos. Mais de 30 milhões de crianças com excesso de peso vivem em países em desenvolvimento e 10 milhões nos países desenvolvidos (WHO, 2014).
Perspectivas e desafios no cuidado às pessoas com obesidade no SUS: resultados do Laboratório de Inovação no manejo da obesidade nas Redes de Atenção à Saúde (Técnica Redes Integradas de Atenção à Saúde #10)
Perspectivas e desafios no cuidado às pessoas com obesidade no SUS: resultados do Laboratório de Inovação no manejo da obesidade nas Redes de Atenção à Saúde/Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde
Ministério da Saúde
2014
120 páginas
4h 0m
ISBN-13: 9788533422025
Português Brasileiro
Estatísticas
Avaliações
0 / 0- 5 estrelas0%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%