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    Cyteen -

    C. J. Cherryh

    Aspect
    1995
    696 páginas
    23h 12m
    ISBN-13: 9780446671279
    2
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    The story of Ariane Emory, who is a genius in genetics and the absolute ruler of Reseune, the bio-engineering labs that dominate Cyteen. After 50 years of rule, Emory is murdered, but not for long as the project to replicate her begins.

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    Alessandro Ciapina picture
    Alessandro Ciapina16/03/2015Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Muita política, pouca ação.

    Ficha Técnica do Livro Título: Cyteen Nome do autor: C. J. Cherryh Nome da editora: Aspect (Reedição 1995) Data e local de publicação: EUA, 1988; Número de páginas: 696 páginas; Gênero: Ficção Científica; Nota: ★★ (2) Cyteen é um romance de ficção científica escrito por C. J. Cherryh em 1988 e vencedor dos prêmios Hugo e Locus de 1989. A história situa-se no universo Aliança-União criado por Cherryh que é recorrente em seus livros de ficção científica. Cyteen foi fundado em 2201 por um grupo de cientistas e engenheiros dissidentes, incluindo o planeta Cyteen e as estações espaciais interiores e exteriores ao planeta. A independência de Cyteen veio em 2300, e agora serve como a capital da União. A atmosfera do planeta é moderadamente tóxica aos seres humanos, que precisam viver em cidades semi-encapsuladas, conhecidas como enclaves ou cidades-estado. Em face à necessidade de expansão das colônias da União, uma instituição científica conhecida como Reseune centraliza toda pesquisa e desenvolvimento de clonagem humana, recurso que é deplorado pela Terra e a Aliança, principais rivais da União. Em Reseune são criados os humanos incubados in vitro “azi”, e os “CIT”. A principal diferença entre os azi e os CIT é que os azi são educados desde o nascimento via “fita”, uma combinação controlada por computadores de técnicas de condicionamento e treinamento por biofeedback. A técnica também é utilizada nos CIT, mas em escala muito menor, para educação, mas normalmente apenas depois dos seis anos de idade. O resultado é uma profunda diferença entre esses dois tipos de clones. Enquanto os CIT tem melhores capacidades de lidar com situações inesperadas e incertas, os azi são capazes de melhor concentração em problemas específicos. Como efeito colateral da educação por “fitas” os azi tendem a serem emocionalmente instáveis. Análise de Cyteen É perfeitamente aceitável escrever lixo – desde que você edite ele brilhantemente. C. J. Cherryh Eu venho lendo os vencedores do Prêmio Hugo em sequência, conforme é possível acompanhar através deste post. A experiência é recompensadora, mas nem sempre é fácil, pois as vezes encontramos livros que não foram traduzidos para o português, que são grandes demais (é o caso de Cyteen, com quase 700 páginas), ou até mesmo possuem uma linguagem e estrutura complicada demais (como Stand in Zanzibar). Assim como o livro anterior de Cherryh que também recebeu o Hugo, Downbelow Station, também não recomendo a leitura deste livro. Não que o livro seja ruim, apenas considero que possui alguns problemas que desestimulam até os leitores mais fiéis ao gênero: O livro é longo demais: Isso não seria um problema se estivéssemos diante de um livro com um estilo mais rico e envolvente como os livros de Gene Wolfe, que merecem a leitura no idioma original, e não assustam pelo tamanho. Mas Cyteen realmente não precisava ser tão grande, se ele fosse enxugado pela metade ainda sobraria muito espaço para o desenvolvimento da história. Existem muitos personagens: Contei mais de vinte personagens, com uma alternância constante entre os protagonistas, o que é cansativo e causa perda de foco na leitura. Quase todos os personagens são tão secundários que é fácil perdê-los no background da história, e acabamos por considerá-los dispensáveis. Muita política: Não tenho nada contra política, acredito que o tema faz parte das nossas vidas e é muito importante, mas a autora gasta tantas páginas para tratar da aprovação de alguma projeto de lei, e perde-se de tal forma nos meandros políticos entre a União e a Aliança, que as vezes até esquecemos que estamos lendo um livro sobre clonagem. São esquemas e agendas políticas em excesso, e como praticamente todos personagens estão envolvidos até o pescoço na política é fácil perder-se em meio aos esquemas políticos. Muita falação, pouca ação. Páginas e mais páginas de discussões políticas e quase nenhuma ação. Um assassinato sem explicação: Apesar do livro ser descrito na contra capa como um “livro de mistério de assassinato”, o mistério sobre o assassinato de Ari é mal explicado, e fica a dúvida se tratou-se de um acidente ou suicídio. Apenas na sequência deste livro, Cyteen Regenesis (2009) Cherryh esclarece o mistério, mas acredito que depois de tanto tempo ninguém mais se importa com isso. Apesar dos problemas o livro é escrito com competência, e com diálogos interessantes, apesar de cansativos. Ele é muito realista ao explorar problemas atuais na nossa sociedade, como questões éticas envolvendo clonagem e aperfeiçoamentos genéticos artificiais. Mas definitivamente não é uma leitura recomendável, mesmo para quem possui algum conhecimento do idioma inglês. O livro poderia seguir o caminho distópico de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, mas Cherryh preocupou-se muito mais com diálogos políticos cansativos do que com as questões éticas e morais. É uma pena.

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    Carolyn Janice Cherry profile picture

    Carolyn Janice Cherry

    Carolyn Janice Cherry, conhecida pelo pseudônimo C. J. Cherryh, é uma autora de ficção científica e fantasia. Já escreveu mais de 60 livros desde meados da década de 1970, entre os quais as novelas vencedoras do Prêmio Hugo Downbelow Station (1981) e Cyteen (1988), ambas situadas no seu universo Alliance-Union. É irmã do artista de fantasia e ficção científica David A. Cherry. A escritora foi honrada com um asteróide com o seu nome, 77185 Cherryh.

    27 Livros
    4 Seguidores
    Missouri, Estados Unidos

    Carolyn Janice Cherry