Num dia em que os meus alunos do 2º ano do Ensino Fundamental tinham por tarefa ler um pequeno livro, me vi com a oportunidade de ler este, direcionado aos pequenos leitores. Assim, eu me pus a ler e vi o quão bem adaptada foi a história de modo a abarcar a linguagem infantil. Achei isso fundamental, apesar de não conhecer a história original, mas saber que ela é mais extensa que essa recriação.
Após ler a história, deparei-me com uma análise, feita por uma psicóloga, que se encontra ao final do livro. Tal análise nada mais era do que a moral da história juntamente com a explicação das atuações dos personagens. O modo como a psicóloga descreve, explica e exemplifica os fatos do enredo vão tecendo a moral da história, ou melhor: as morais da história, afinal, embora não independentes, cada moral e/ou postura descrita pela psicóloga compõem a lição maior do conto: a ambição do homem por bens materiais.
Reconheço e parabenizo não só os autores (do original, da recriação e a ilustradora, a qual também contou a história por imagens), mas também a psicóloga, por suas representações em prol da prática da leitura infantil. É muito importante usar histórias que atraiam os pequenos para lhes ensinar as lições da vida, tal como essa equipe fez nesse pequeno livro. Fica, portanto, a indicação não só da leitura, mas também do trabalho com a moral da história com os alunos. Assim, é provável que possamos ensiná-los de forma que determinados conceitos sociais, com os quais eles terão contato durante toda a vida, lhes sejam passados de maneira mais educativa e, por que não, significativa?