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    Writing Beyond Race - Living Theory and Practice

    bell hooks

    ROUTLEDGE
    2012
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780415539159
    5
    2 avaliações
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    What are the conditions needed for our nation to bridge cultural and racial divides? By "writing beyond race," noted cultural critic bell hooks models the constructive ways scholars, activists, and readers can challenge and change systems of domination. In the spirit of previous classics like Outlaw Culture and Reel to Real, this new collection of compelling essays interrogates contemporary cultural notions of race, gender, and class. From the films Precious and Crash to recent biographies of Malcolm X and Henrietta Lacks, hooks offers provocative insights into the way race is being talked about in this "post-racial" era.

    Resenhas (1)Ver mais
    Ana Carolina Correia picture
    Ana Carolina Correia09/06/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Writing Beyond Race: Raça e além da raça

    Writing beyond race: Living theory and practice é uma coleção de 18 ensaios em qual bell hooks fomenta a resistência contra o racismo e a supremacia branca. Ela inicia através da nomeação da questão — racismo. Afinal, não há como combater algo que não sabemos nem nomear, muito menos delimitar. Nomeando, traça-se a possibilidade de fazer resistência e criar um novo mundo [um mundo sem racismo]. Como de costume, hooks fala dos conflitos entre mulheres brancas e mulheres negras e a necessidade de mulheres brancas serem de fato solidárias para com suas pares que enfrentam racismo [assim como enfrentam outras opressões]. hooks critica as implicações de filmes, no caso, Crash e Precious. Crash que perpetua estereótipos racistas e Precious que apresenta uma verdade pornografia da violência. Obviamente, essas críticas não são apenas a esses filmes, mas a todos os programas audiovisuais que não fazem oposição a supremacia branca e, portanto, os perpetuam. Em busca de um mundo sem racismo, hooks fala sobre a importância da auto-determinação de pessoas negras, permanecer vigilante contra a supremacia branca e as recusar sempre. Afinal, a mesma fala: “Assimilar a cultura dominadora é percebido pela maioria das pessoas negras e racializadas como o caminho para o sucesso. Enquanto o pensamento e a prática supremacistas brancos ensinam secretamente e/ou inconscientemente às pessoas que eles devem apoiar e perpetuar esse sistema, se quiserem entrar na corrente principal, a raça e o racismo não terminarão. Iniciamos o processo de desafiar e mudar a supremacia branca, tornando-nos mais conscientes, recusando permanecer vítimas silenciosas.” Ao mesmo tempo em que ela chama atenção a supremacia branca, ela urge para a atenção de não deixar o racismo te definir. Isto é, pessoas negras devem poder se ver além da raça. No ensaio de mesmo nome do livro, Escrever além da raça, ela dá sugestões de como criar espaços próprios em que racismo não seja uma questão e você possa apenas ser. Afinal, permitir que o racismo seja a única coisa que te define é uma violência feita a pessoas negras — pessoas negras [e pessoas racializadas, de forma geral] são plurais. Para finalizar o livro, hooks fala sobre o amor. Amar a si mesmo, enquanto pessoa negra, amar a população negra como um todo será força transformadora para resistir contra a supremacia branca. Pessoas negras se amando individual e coletivamente conseguem ver seu valor e sua importância. Como bell hooks disse: “Engajar-se na prática do amor é opor-se à dominação em todas as suas formas. Amar nos levará necessariamente além da raça, além de todas as categorias que visam limitar e confinar o espírito humano. A dominação nunca terminará enquanto formos ensinados a desvalorizar o amor.” Não é surpresa alguma que recomendo esse livro. Todas as vezes que bell hooks fala sobre amor para pessoas negras é primoroso. Logo, fica a dica de leitura.

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    Gloria Jean Watkins  profile picture

    Gloria Jean Watkins

    bell hooks é o pseudônimo de Gloria Jean Watkins, escritora norte-americana nascida em 25 de setembro de 1952, no Kentucky – EUA. O apelido que escolheu para assinar suas obras é uma homenagem a tataravó Bell Blair Hooks. A justificativa do nome ser escrito todo em letra minúsculas, é servir a duas funções: distinguir-se de sua parente homenageada, e estabelecer a importância do conteúdo de seus textos em comparação com a sua biografia. bell hooks usou a própria vida como fonte dos seus primeiros estudos sobre raça, classe e gênero, sempre buscando nesses três elementos, os fatores da perpetuação dos sistemas de opressão e dominação. A autora, feminista e ativista social assumida, foi premiada com um 'The American Book Award', um dos prêmios literários de maior prestígio em seu país. Entre as influências de hooks, além de Martin Luther King, Malcom X e Eric Fromm, figuram a feminista Sojourner Truth (cujo discurso 'Ain't I a Woman?' inspirou uma das obras de hooks), o educador Paulo Freire, o teologista e padre dominicano Gustavo Gutierrez, Lorraine Hansberry, o monge Budista Thich Nhat Hanh, o escritor James Baldwin, e o historiador guianense Walter Rodney.

    61 Livros
    574 Seguidores
    Kentucky, Estados Unidos

    Gloria Jean Watkins