Sombra - Às Vezes o Melhor é Manter o Passado Enterrado

    Karin Alvtegen

    Record
    2015
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788501095541
    Português Brasileiro

    Mistérios desenterrados e uma verdade que pode desencadear trágicas consequências. Gerda Persson, de 92 anos, morre em seu apartamento e seu corpo só é encontrado três dias depois. Gerda parece ter sido uma pessoa comum, ter vivido uma vida extremamente normal – até sua geladeira ser aberta. Dentro da geladeira, vários livros empilhados de forma organizada e envoltos em plástico estão cobertos por uma camada de gelo – todos escritos pelo mesmo autor, Axel Ragnerfeldt, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Que mistérios conterão estes livros? Marianne Folkesson, curadora de inventários do município, entra em contato com o filho do escritor, Jan-Erik, e descobre que a idosa foi empregada dos Ragnerfeldts por muitos anos. Ao procurar uma foto de Gerda a pedido de Marianne, Jan-Erik se depara com segredos de família: uma história de traições e mentiras que, para os envolvidos, deveria permanecer no passado. A ascensão dos Ragnerfeldts parece ter sido marcada por um crime obscuro – algo que havia sido enterrado pelo tempo e que agora pode vir à tona.

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    Cintia Fonseca Magalhaes10/03/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Soco no Estômago

    Os motivos pelos quais comprei esse livro foram, em ordem de "aparência" na minha mente: o preço (estava de promoção na livraria), o título (achei sinistro), a autora (sueca e completamente desconhecida por mim) e a sinopse (pensei que era um romance policial, pois fala-se de um crime). Quando, após a leitura, reli a sinopse, percebi que ela explica muito bem o enredo do livro e, ao mesmo tempo, não nos prepara para esse romance espetacular! Em cada capítulo, há a visão de um dos personagens. Começa-se por uma funcionária da prefeitura, responsável por "encerrar" os negócios de idosos quando de seu falecimento. Marianne Folkesson é seu nome e a recém descoberta falecida, de 92 anos, é Gerda Persson. Quando Marianne achava que este seria mais um caso de idosa falecida sem parentes ou amigos, ela encontra os livros do prêmio Nobel de literatura sueco Axel Ragnerfeldt (escusa dizer que é um nome fictício, ainda que em 1931, o Nobel tenha sido conferido a um sueco de nome parecido: Erik Axel Karlfeldt) dentro do congelador da falecida (estranho lugar para guardar livros, não é?). E outros livros do mesmo autor com várias partes rabiscadas com força, impossibilitando a leitura. O que causa estranheza a Marianne, é que são edições dedicadas à Gerda, que, logo descobre-se, foi funcionária do escritor. Nos próximos capítulos, somos apresentados ao filho do autor, Jan-Erik Ragnerfeldt, que vive às custas do legado do pai, a esposa deste, Louise, a esposa do escritor, Alice, um amigo dele, Torgny Wennberg, e o herdeiro de Gerda, Kristoffer Sandeblom. Cada um contando fatos do enredo sob seu ponto de vista. É um "soco no estômago" porque, à medida que se avança na leitura, a autora explica qual é a relação de cada um desses personagens que estão, sim, interligados. E essa interligação, deixará o leitor perplexo, abismado, enojado, ou simplesmente maravilhado com essa história magnífica, que não dá para parar de ler enquanto não se a compreende por completo. Atenção! Esse livro pode incomodar pessoas sensíveis a temas, tais como: suicídio e estupro.

    3 curtidas

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    3.5 / 45
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