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    O sol e o peixe - Prosas poéticas

    Virginia Woolf

    Autêntica
    2017
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788582174876
    Português Brasileiro
    4
    1080 avaliações
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    Favoritos103Desejados1453Avaliaram1080

    “Aquários recortados na uniforme escuridão encerram regiões de imortalidade, mundos de luz solar constante onde não há chuva nem nuvens. Seus habitantes fazem, sem parar, evoluções cuja complexidade, por não ter nenhuma razão, parece ainda mais sublime. Exércitos azuis e prateados, mantendo uma distância perfeita apesar de serem rápidos como flecha, disparam primeiro para um lado, depois para o outro. A disciplina é perfeita, o controle, absoluto; a razão, nenhuma. A mais majestosa das evoluções humanas parece fraca e incerta comparada com a dos peixes.”É Virginia Woolf, em “O sol e o peixe”, ensaio que dá título à presente coletânea, na qual se reúnem nove de suas prosas mais poéticas. Nelas, Virginia contrasta a visão de um eclipse total do sol com a dos peixes num aquário de Londres; discorre sobre Montaigne e sobre a paixão da leitura; relembra, em traços delicados e comoventes, a convivência com o pai; teoriza sobre a nascente arte do cinema e sobre as relações entre a literatura e a pintura; enaltece as paradoxais vantagens de se ficar doente; celebra as belezas naturais de Sussex e as delícias urbanas de uma caminhada fortuita por Londres. Eis aqui Virginia, em toda a força poética de sua prosa.

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    Daniel Boratto picture
    Daniel Boratto16/01/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Prosas Poéticas

    Nos ensaios / contos / crônicas deste volume, numa edição caprichosamente encadernada da editora AUTÊNTICA, temos a essência de Virginia Woolf. A seleção e a tradução do Tomaz Tadeu foram extremamente felizes, e talvez o único senão seja a brevidade do volume, pouco mais de 100 páginas. O subtítulo “Prosas Poéticas” é perfeito, pois é exatamente isso: a prosa fluida, imaginativa, lúdica de Virginia Woolf, carregada de poesia. Prosa que flui parecida com uma conversa, com o correr de um rio, como se o leitor pudesse captar os pensamentos que passam pela mente e somem, tão misteriosamente como apareceram. As percepções! Ela, Virginia, nos alertando o tempo todo: veja isso! Atente a aquilo! Preste atenção! Ela propõe questionamentos sobre a inconstância de nossos quereres, nossa eterna insatisfação com o mundo e com os homens... Nos lembra do deleite que as maravilhas que existem proporcionam aos nossos sentidos. Os temas se desdobram, se aprofundam, cutucam nossas mentes e nossas emoções. E ela ainda diz, modestamente, “quão pouco somos capazes de transmitir sobre aquilo que pensamos”! Que mulher interessante! Que inteligência aguda! Não posso deixar de imaginar como seria proveitoso e delicioso poder sentar e conversar com ela! Na orelha da sobrecapa (tão bonita!) que recobre o volume o organizador escreve: “Virginia não filosofa nestas prosas. Ela poetisa. Mas há nelas muita filosofia. Sua filosofia nos deixa perplexos. Sua poesia, extasiados”. Um livro para ler, reler, guardar... E presentear a quem muito merecer.

    40 curtidas

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    Adeline Virginia Stephen Woolf profile picture

    Adeline Virginia Stephen Woolf

    Estreou na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de "a Proust inglesa". Faleceu em 1941, tendo cometido suicídio. Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e se mata de forma triunfante.

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    Adeline Virginia Stephen Woolf