Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores11
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Distrito Federal

    Luiz Bras

    Patuá
    2014
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-13: 9788582971505
    Português Brasileiro
    4.6
    5 avaliações
    Leram7Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados4Avaliaram5

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Davenir Viganon picture
    Davenir Viganon03/08/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma rapsódia raivosa sobre o Brasil

    "Distrito Federal" é um autodenominada rapsódia de Luiz Brás que saiu pela editora Patuá em 2014. A rapsódia é narrada como épico em frases separadas. Acompanhamos um curupira, ou a sombra do que um dia foi um, que encarna em um ser humano, passando a trilhar um caminho de vingança contra os político e corruptos caçando e matando um de cada vez, não importa quantos sejam. Eles não podem escapar pois o curupira (que é também um ciborgue) os detecta através de um cheiro terrível que eles exalam e apenas o curupira sente. Ele vem de um cerrado praticamente eliminado pela destruição do meio ambiente como um espírito vingativo. É o cheiro que o incomoda e não qualquer senso ético que o guia. No seu caminho vamos cruzar com vários outros personagens e acontecimentos que vão deixar a história ainda mais carregada de simbologias que vão exigir mais atenção do leitor. O primeiro é a própria voz narrativa que conversa com o curupira, colocando a narrativa em segunda pessoa, e este nos revela sua identidade apenas nos momentos finais do livro. Outro personagem é o Saci que tem a mesma sede de sangue mas não segue o padrão do curupira e cumpre um papel de oposição e complemento em vários sentidos. Também temos Moema que é uma obtusa (pessoa não-corrompida), que joga um MMORPG chamado Distrito Federal, ao qual ela envolve-se e acumula poder até que ela não é mais reconhecida pelos seus parentes e amigos. Uma menina-menino, que é salva por uma entidade esfera-cubo-pirâmide, que vemos na segunda parte. Outro destaque é a própria cidade que eleva-se a forma de criatura viva num dos momentos mais épicos do livro. A linguagem é o ponto que tanto pode ser um atrativo ou pode ser um motivo para não ler a obra. A minha experiência com o discurso indireto livre (principalmente Saramago) não é muito boa, porém a forma épica, não apenas na história, mas na escrita dividida em frases de um ou dois períodos, acabou facilitando bastante a leitura para mim. Como pode se esperar de uma narrativa épica, temos construções líricas que nem sempre conseguiremos entender imediatamente, porém as coisas começam a ficar mais fáceis a partir do segundo terço do livro e a história passa a nos recompensar pelas esperas. Distrito Federal é um aviso, um grito selvagem em forma de linhas cantadas. A narrativa em estilo pós-moderno na FC é algo muito positivo porque a forma não costuma ser uma preocupação dos autores e leitores e já estava na hora de aparecer nas obras e Distrito Federal mostra que não precisamos esperar uma obra de fora para isso.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 5
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Nelson Luiz Garcia de Oliveira profile picture

    Nelson Luiz Garcia de Oliveira

    Nelson Luiz Garcia de Oliveira, mais conhecido como Nelson de Oliveira ou, ainda, Luiz Bras (Guaíra, 1966), é um escritor brasileiro. Possui o título de doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), e publicou, dentre outros títulos, Naquela época tínhamos um gato (1998), Treze (1999), Subsolo infinito (2000), O filho do crucificado (2001) e A maldição do macho (2002). Organizou duas antologias de contos da geração 90: Manuscritos de computador (2001) e Os transgressores (2003). Tem textos (contos e críticas) publicados nas revistas Cult e Livro Aberto (SP), Medusa (PR) e Bravo, e nos jornais Correio Braziliense, O Globo e Suplemento Literário de Minas Gerais, Rascunho (jornal literário) e Folha de S.Paulo. Em 2012, adotou o pseudônimo Luiz Bras para assinar obras de ficção.

    45 Livros
    8 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Nelson Luiz Garcia de Oliveira