No começo Rizzini conta a sua história como médium e depois como autor. Relembra que sua primeira obra Carlito e os Homens da Caverna foi feito "induzido" por Monteiro Lobato, tanto que o lançamento foi em homenagem ao criador de Pica Pau Amarelo.
Aí você deve pensar assim: "Deve ser mais um escritor tradicional se aproveitando do Espiritismo. Da onde que ele iria receber o espírito do Augusto dos Anjos?". Pois ele pensou do mesmo jeito, tanto que antes das poesias, José Herculano Pires mostra em um capítulo inteiro as veracidades das mensagens. Por ter conhecido o autor, Pires explica ao leitor os propósitos de Rizzini e faz comparações das mensagens dos personagens vivos e com a psicografia.
Depois de todas as explicações necessárias para entendermos o mundo em que estamos entrando, começam as poesias sempre com as biografias dos desencarnados antes das palavras.
Entre os participantes estão Anchieta, Artur Azevedo, Augusto dos Anjos, Bocage, Gonçalves Dias, Guilherme de Almeida, Auta de Souza, Cruz e Souza, Manuel Bandeira, Camões, Casimiro de Abreu, entre outros.
A maioria dos poemas são tristes. Alguns rancorosos, outros decidiram contar a sua morte de algum jeito. E tiveram aqueles que elevaram Kardec, a Doutrina Espírita e esculacharam a Igreja Católica.
Não teve um número fixo de poesias por autor, tanto que tiveram uns somente com dois poemas e outros com quatro ou cinco. Exceção de João de Deus que escreveu Mosaicos do Evangelho todo picotado em 61 partes.
Muitos estilos e mensagens para a maioria dos gostos. Poesias românticos e que falam de amor? Praticamente nenhuma.
Diferentemente do que fiz com Maria Dolores, li tudo em uma tacada só. Alternando entre voz baixa e alta. Por sorte não deu bug na cabeça. :P
As leituras são bem simples e são fáceis de serem entendidas. Eu gostei da maioria das poesias. Em alguns momentos é possível sentir a dor e o sofrimento que a pessoa estava sentindo.
Leremos mais Jorge Rizzini? Com certeza. Fiquei bastante curiosa para ler algum livro dele escrito por ele mesmo.