Estou exultante ao terminar esta trilogia. Cavalo de Fogo Gaza superou as minhas expectativas. Os mesmos erros mais uma vez separam nossos queridos protagonistas, todavia fica claro que este volume é o relato da superação e exaltação de um amor inquebrável.
O cenário dá um giro de quase cento e oitenta graus e coloca Eliah e Matilde no centro do conflito bélico na faixa de Gaza, um dos territórios mais densamente povoados do mundo, e também um dos mais castigados desde a criação do Estado de Israel ao término da Segunda Guerra. Ela foi atuar como médica na região; ele aceita treinar os soldados das forças especiais de Arafat. Ambos desconhecem o destino do adorável Jerôme, bem como que constituem peças chaves de um complexo plano de dominação e destruição em massa.
FB clama a nossa reflexão para a vida duríssima desses povos, devastados por uma opressão separatista e cobiça mundial sem precedentes. Em meio a isso, Saddam Hussain coloca em prática seus planos atômicos. Foi incrível como as peças de encaixaram à perfeição nesse jogo. Uma mescla de personagens reais e fictícios totalmente convincentes e cativantes, alcançando proporções cinematográficas.
As peças se mexem e, mais uma vez, o amor entre Eliah e Matilde é testado ao limite. Essas almas se fundem e protagonizam cenas íntimas memoráveis, ousadas e instigantes, com direito a uma trilha sonora inesquecível (especialmente Non, Je Ne Regrette Rien, da Edith Piaf). Mas, como se sabe, os obstáculos são imensos, os inimigos aparentemente invencíveis. Ouso dizer que somente soltei a respiração quando teve fim uma das perseguições aéreas mais emblemáticas da história dos livrinhos. Lutando, dirigindo, matando ou pilotando, Eliah faz tudo à perfeição. No amor, o que dizer, ele sabe “beijar a alma de uma mulher” (suspiros).
Adorei as histórias paralelas, especialmente do Nigel Taylor. Um suposto vilão que se redime lindamente, mas o final feliz não fica para todos...
Em resumo, uma leitura imperdível. Uma história de amor idealizada e fascinante. Dois personagens antagônicos que se completam. A heroína é a bondade personificada, um coração compassivo e entregue. O herói é excessivamente poderoso, marcadamente dominante, cuja natureza alcança extremos de bondade; noutras, torna-se um ser de grande capacidade destrutiva. No entanto, a autora soube conduzir o enredo unindo esses corações distintos de um modo apaixonante e sonhador. Recomendo imensamente.