Livro muito interessante, traz uma perspectiva a respeito do pós-guerra. É especialmente interessante ler esse livro no momento em que vivemos (2020), em que há uma grave crise política se arrastando e se agravando ao longo do anos, além de uma pandemia nunca antes vistas nas atuais gerações. O livro, ao falar do pensamento de povos devastados por um conflito tão destrutivo, nos faz pensar até que ponto uma sociedade pode se reconstruir, pegando cacos do passado e trazendo novos elementos do presente. Ao fim, o livro sem querer trás uma mensagem negativa: parecia que as mulheres viveriam uma revolução sexual após 1945, mas tudo voltou a ser mais ou menos como era antes; parecia que o antissemitismo acabaria, mas os velhos preconceitos europeus permaneceram pelos vitoriosos e vencidos. No entanto, há uma luz de esperança. Ainda que uma revolução não tenha acontecido, muitas portas fora abertas, como a UE, mantenedora de uma paz europeia que dura desde então, e o estado de bem-estar social. Ainda assim, nos lembramos que foi preciso uma catástrofe humana sem precedentes para que tudo isso fosse possível. Sigo me questionando se precisaremos disso de novo.