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    Cadernos de João -

    Aníbal Machado

    Nova Fronteira
    1984
    180 páginas
    6h 0m
    ISBN-10: 8503007916
    Português Brasileiro
    3.5
    46 avaliações
    Leram83Lendo3Querem20Relendo1Abandonos4Resenhas1
    Favoritos1Desejados20Avaliaram46

    Aníbal Machado publicou primeiramente 'Cadernos de João', em 1957. O volume foi formado pela reunião de duas obras anteriormente publicadas em edições de pequenas tiragens, destinadas a bibliófilos - 'ABC das Catástrofes e Topografia da Insônia' (1951) e 'Poemas em Prosa' (1955). Para entrarem no novo livro, ambas foram revistas e ampliadas, o que significou, ainda, a inclusão de um certo número de fragmentos inéditos no volume.

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    Edivaldo Silva07/01/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Reflexões

    Neste livro o autor versa sobre diversos assuntos da sociedade, divagando sobre temas do cotidiano. Mistura filosofia com literatura, de modo que alguns trechos se tornam entediantes até.

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    3.5 / 46
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    Aníbal Machado profile picture

    Aníbal Machado

    Aníbal Monteiro Machado fez os estudos secundários em Belo Horizonte, no Colégio D. Viçoso e no Externato do Ginásio Mineiro, hoje Colégio Estadual. Iniciou o curso superior na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a de Belo Horizonte, onde se formou em dezembro de 1917. Tornou-se então professor de História Universal num colégio estadual de Minas Gerais e crítico de artes plásticas no Diário de Minas, onde trabalhou com os poetas Carlos Drummond de Andrade e João Alphonsus de Guimaraens. Depois foi promotor público, primeiro em Minas Gerais e em seguida no Rio de Janeiro, na época capital do país (1924).[1] Por não se sentir com vocação para a carreira jurídica, deixou a promotoria para ser professor de literatura do Colégio Pedro II. Exercia o magistério paralelamente a um cargo burocrático no Ministério da Justiça, do qual se demitiu diante da movimentação política que resultou na Revolução de 1930. Começou na literatura quando estudante e, no Rio, ligou-se aos modernistas, com assídua colaboração nos periódicos Revista de Antropofagia, Estética, Revista Acadêmica e Boletim de Ariel. Eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores, organizou, com Sérgio Milliet, o 1º Congresso Brasileiro de Escritores, em 1945. Este congresso, ao defender a liberdade democrática, precipitou o fim da ditadura de Getúlio Vargas. Apesar de sua atuação no meio literário, o primeiro livro, um ensaio sobre cinema, surgiu apenas em 1941, quando já tinha 46 anos. Na ficção, sua estreia em livro foi Vida Feliz, em 1944, seguindo-se Histórias reunidas, em 1955, Cadernos de João, em 1957 e, postumamente, João Ternura, em 1965. Marcou sua presença de destaque no panorama do conto brasileiro com textos antológicos, como Viagem aos Seios de Duília, Tati, a Garota e A Morte da Porta-Estandarte. Ligado ao teatro, ajudou a fundar vários grupos teatrais, tais como Os Comediantes, o Teatro Experimental do Negro, o Tablado e o Teatro Popular Brasileiro. Traduziu peças de Anton Checov e Franz Kafka e escreveu a peça O Piano, adaptada da novela de mesmo nome. Por esta peça, recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa, da Academia Brasileira de Letras. Também foi condecorado com a Legião de Honra. Na década de 1960, seus contos A morte da porta estandarte, Tati, a garota, O iniciado do vento (O Menino e o Vento, 1967) e Viagem aos seios de Duília ganharam versões para o cinema, com colaboração do próprio Aníbal nos roteiros. Manoel Carlos adaptou vários contos de sua obra na telenovela Felicidade, exibida pela Rede Globo em 1991. Teve seis filhas; entre elas, a escritora e teatróloga Maria Clara Machado, cultuadora e guardiã de sua obra.

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    Minhas-Gerais, Brasil

    Aníbal Machado