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    O Vitral - Guardiões da última profecia

    Fernando Valverde

    Novo Século
    2014
    376 páginas
    12h 32m
    ISBN-13: 9788542803198
    Português Brasileiro
    3.6
    18 avaliações
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    Enquanto aguardava o concerto dentro da capela de um colégio, Addae Emussen observou que em um dos vitrais daquele lugar havia uma gravura nada condizente com a fé cristã. Atento a todos os detalhes, logo percebeu que o vitral não estava ali por acaso. Nele está embutido um singelo convite deixado por uma fraternidade milenar, que, infiltrada no Vaticano e também em diversas outras religiões espalhadas pelo mundo, atravessa os séculos com a missão de guardar o segredo que mudaria o rumo da humanidade. Para conhecer tal mistério, todos os envolvidos deveriam passar por uma transformação psíquica e espiritual, e Addae Emussen estava pronto para viver tal experiência. O enigma do vitral e o interesse que a fraternidade tem em chegar até o Addae é o ponto de partida deste romance, que envolverá você, leitor, e o fará trilhar um caminho mágico pelos mistérios da vida e da criação.

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    Khrys Anjos27/03/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A verdadeira Fé

    Addae passa em seu primeiro teste ao realmente observar um vitral que a maioria das pessoas nem se quer olha uma única vez. Este foi o início da sua jornada rumo ao conhecimento tão almejado por sua alma. Com os membros da fraternidade Addae aprende a retirar o véu com o qual a humanidade costuma olhar para a fé. Através de uma viagem pelos momentos mais marcantes da História e tendo contato com alguns dos homens mais evoluídos que já passaram pelo planeta ele pode finalmente entender o desejo do seu espírito em ir atrás da verdade. E ao final deste caminho pode encontrar sua companheira para a vida, para a fé e para o amor. A primeira questão a ser feita é: o que significa fé? Quando entendemos o seu significado devemos passar para a próxima questão: estou vivenciando a fé ou seguindo os passos das demais pessoas? Foi exatamente isso que o Addae aprendeu. Ele teve que deixar para trás o que haviam lhe incutido como sendo a fé verdadeira e se encontrou com a fé ensinada por nosso irmão Jesus. Qual a diferença: a fé que estamos acostumados a “praticar” é aquela que nos condiciona ao pecado e ao medo. Somos ensinados desde criança a temer a Deus pois Ele pode ser muito vingativo com aqueles que não seguem as regras. A fé com a qual Jesus nos presenteou com a sua vida é aquela que nos liberta a alma e nos aproxima de Deus. Esta fé não pode ser imposta e nem ser obrigada. Deve vir de um desejo do coração. Cada religião existente no mundo atrai para si o “verdadeiro” Deus. Somente quem é daquela determinada crença terá salvação. Eles criam um Deus conforme o seu próprio interesse e levam os fiéis a se comportarem como cordeirinhos. Isto acontece em todas as religiões. Sem exceção. Pode ser um padre, um pastor, um budista, um espírita ou qualquer outra denominação que recebam, agem da mesma maneira. Eles conduzem seu rebanho com punhos de ferro e os fazem agir a partir do medo. Quem já leu a Bíblia sabe que em todas as histórias Deus é narrado como um pai autoritário e cruel. Se não fizer o que ele quer pragas serão lançadas sobre o povo os levando à morte. Eu confesso que não li toda a Bíblia exatamente por não concordar que Deus seja assim. Para mim Deus é a personificação do Amor Incondicional. Ele nos deu a vida e torce pela nossa felicidade. Foi por isso que Jesus veio até nós. Para nos mostrar o caminho e para nos fazer enxergar além do véu que os “religiosos” colocaram em nossos olhos. A fé deve ser livre. O indivíduo tem que receber um direcionamento daquele que está à frente da instituição mas jamais deve ser tratado como um ser sem cérebro. A busca pela espiritualidade é individual. Cada pessoa irá encontrar o seu “lar” numa religião quando aprender a se questionar sobre o que é realmente verdade. Isso não quer dizer que devemos todos virar ateus (quem estiver feliz com esta condição que continue). Isso quer dizer que devemos parar de colocar a nossa fé nas mãos dos homens. Nossa fé deve ser direcionada a Deus. Sempre. Um religioso que prega o extermínio de animais, crianças, idosos, negros, entre tantos outros, está realmente vivendo com Deus em seu coração? Quando ele ordena que os fiéis seguidores virem as costas para quem sofre está praticando o amor? Este é um tema profundo pois mexe com o lado sensível do ser humano. E também polêmico pois as pessoas não estão acostumadas a terem a sua crença questionada. Addae já tinha o anseio de mudar pois sentia esta necessidade vinda de sua alma. Os dogmas e paradigmas ensinados nas religiões criadas pelo homem satisfazem apenas uma minoria. E isso é o que deveria ser abolido. Deus é um só e propaga o amor entre os irmãos (nós todos, já que somos seus filhos – eu pelo menos o considero um pai amoroso). Então por que tanto derramamento de sangue em seu nome? Se Ele nos ensinou que matar é errado por que fazer “sacrifício” de animais ou humanos? Esta história narrada pelo Fernando, de uma forma encantadoramente coerente, faz o leitor parar e se questionar se está vivenciando mesmo a fé ou se deixando guiar cegamente por um “religioso” que se acha um deus. Não importa qual religião você pratica. O que importa é se pratica a fé. E se esta prática vai de encontro com o que o seu coração crê. Quando me perguntam qual a minha religião eu respondo: simplesmente Deus. Não me prendo a uma religião que corta as asas de seus fiéis os impedindo de voar atrás da verdade. Peguei cada parte que meu espírito aceitou como verdade dos ensinamentos de algumas religiões e as uni. Isto me tornou espiritualista. Posso assistir uma missa, uma pregação ou uma sessão espírita (só não frequento locais onde há sacrifício de animais) que minha consciência estará tranquila. Não estarei cometendo nenhum “pecado”. Fico muito triste ao ouvir uma pessoa dizer que “não pode” ir a um lugar pois sua religião não permite, que tem que ir à missa (como se estive sendo obrigada a ir), que frequenta determinada religião pois tem medo do castigo que receberá se não for. Essas pessoas estão apenas se enganando ao acharem que estão praticando a fé desta forma. Nada na nossa vida de ser feito por obrigação ou por medo. Nossa fé deve ser baseada no amor. A minha com certeza é. Fiquei feliz ao ler esta história pois demonstrou uma coragem muito forte do Fernando ao tocar neste tema que muitos consideram um tabu. E amei a aparição de São Francisco... Agora é aguardar o próximo livro para saber como o casal irá mostrar este universo religioso ao novo integrante da família. E que venha a profecia.

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    Fernando Valverde

    Fernando Valverde nasceu em maio de 1976, em São Caetano do Sul, Grande São Paulo. É escritor, letrista e produtor musical, onde atua principalmente na área da dublagem. Desde muito cedo desenvolveu um grande fascínio por romances filosóficos, ficção e história. Seu estilo literário aborda temas políticos, religiosos e sociais, navegando também pelo mundo da criatividade e da imaginação.

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    São Paulo, Brasil

    Fernando Valverde