Em O quarto cavalheiro conhecemos Leonel, um jovem inteligente, lindo e perspicaz. Seria o homem perfeito, não fosse um pequeno probleminha: ele é um psicopata.
Nesse livro acompanhamos toda a trajetória de Leo, desde a infância, e testemunhamos todos os seus crimes. Ele é muito inteligente, e sabe disso, além de ter um ego nas alturas e ser muito prepotente. Tudo isso, somado ao que ele é, nos fazer ter vontade de mata-lo!
Eu tinha algo de especial que fazia com que todos gostassem de mim, e isso me agradava.
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Bom, tendo um cara assim como protagonistas, precisamos de outro personagem por quem torcer, e esse é Daniel. Daniel é um policial federal que está na cola do misterioso serial killer. Ele é metódico, correto e honesto. Um policial como todos deveriam ser. E Leo acaba desenvolvendo uma certa fixação por Daniel, já que o considera um dos pouco homens com inteligência semelhante a sua. Aí, inicia um perigoso e instigante jogo de gato e rato, que rende algumas das melhores cenas do livro.
A adrenalina do nosso jogo de gato e rato, eu superando-o, instigando-o, aquele homem quase tão genial quanto eu, era algo incrível. Às vezes, nossa relação me dava mais prazer que os assassinatos.
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O quarto cavalheiro é realmente muito legal, é o meu favorito do Samuel, e olha que li todos, já que sou leitora beta dele. O mais legal da história é justamente o fato do livro ser meio que uma paródia do Brasil atual. Há vários personagens (boa parte deles vítimas de Leonel, rs) que são facilmente relacionáveis a figuras públicas conhecidas, seja do mundo artístico ou político. Isso confere um certo humor negro a trama, e prende ainda mais nossa atenção. Sempre que aparecia algum personagem novo, eu observava todas as suas características, nome e comportamento, para ver de onde veio sua inspiração.
Há também algumas referências a casos reais. Eu e Samuel moramos em Belo Horizonte, e há alguns anos houve uma onda de desaparecimento de mulheres no campus da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e alguns corpos foram encontrados na mata do campus. Adivinhem onde Leo estudou, e cometeu alguns de seus crimes?
O livro é narrado em primeira pessoal, pelo Leo, mas também há partes em teceria pessoa, contando um pouco da história de Daniel, e mostrando a evolução de suas investigações. Gostei muito dessa divisão, pois foi legal poder acompanhar a investigação do caso, mas foi sensacional mergulhar na mente do Leonel! Gente, o cara é muito louco! E a forma como manipula todos a sua volta, é sensacional, enquanto, em sua mente, vemos o desprezo ou indiferença que sente por todos.
Eu li o livro pela primeira vez a mais de um ano, quando ainda estava em fase de revisão e nem tinha esse título ainda, rs. Mas gostei da mudança do título, porque é uma referência bíblica ao quarto cavalheiro do Apocalipse, que é a Morte. Agora eu tenho o meu exemplar físico, um presente do Samuel, rs.
A diagramação ficou muito bem feita, com a primeira página de cada capítulo, preta, e a anterior com um desenho de bichinho (bom, mais uma ironia do Samuel, pois de fofinho, Leonel e sua história não tem nada :) ).
Recomendo muito a história para quem curte thrillers psicológicos e histórias policiais. E não se preocupem com as cenas de morte, porque não há nada explicito e nem violência gratuita. O que há é descrição da polícia, da cena do crime depois que ele é cometido, e não a descrição no momento em que acontece. Podem ler tranquilos.
Aos interessados, o livro está a venda na versão digital na Amazon, e também na versão física, direto com o autor.