Tudo bem que eu xinguei e reclamei de uma coisinha ou outra da história, assim como repetidamente esculhambei o mocinho (já que o caboclo me irritou em diversas partes com variados tipos de leseira), mas mesmo com tudo isso, gostei muito de Kaleidoscope Hearts.
Deve ser porque amo o tema reencontros, visto que a chance de me aparecer o encosto do amor instantâneo é quase nula.
Aqui temos Elle e Oliver, o mocinho que não defeca nem sai da moita. Tipo, a mocinha é claramente arregaçada pelo cara, desde a adolescência e o cara fica de putaria. Não que ele tenha aprontado coisas infames. Só é tapado mesmo. E muito. Fora que possui o pior senso de oportunidade do planeta.
Daí, o livro todo é ele tentando reconquistar a mocinha. Mas sabe aquele cara que tenta reconquistar, mas não dá a entender que a porra é séria dessa vez? Porque, convenhamos, o sujeito deu tanto motivo pra mocinha achar que seus avanços eram - de novo - apenas amizade com foda, que ele PRECISAVA ser claro nas suas intenções.
Mas, não.
Anta.
Sonso.
Lento.
Homem.
Porém, mesmo com esses detalhes, eu gostei muito. A mocinha é porreta, não fica nesse negócio de lamúria morrinhenta. Pelo contrário, ela prossegue, mesmo quebrada.
Mas quando reconstrói sua vida com outro, o cara me cisma de morrer.
A vida é ou não uma putona arreganhada?
Tudo bem que a desgraça de um é a graça do outro, pois se o noivo de Elle não tivesse morrido, Oliver ia estar lá, com cara de tacho, lamentando sua perda e blábláblá.
E ele quase cagou nessa segunda oportunidade. De novo.
Anta.
Sonso.
Lento.
Homem.
Gostei. O suficiente pra ler os outros da série. Aliás, louca pelo livro da amiga da mocinha. Parece que vai dar uma panaiada danada pra manga, hein?
Recomendo.
;)