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    Como e Por Que Ler -

    Harold Bloom

    Objetiva
    2001
    276 páginas
    9h 12m
    ISBN-10: 8573023473
    Português Brasileiro
    3.8
    177 avaliações
    Leram273Lendo44Querem465Relendo3Abandonos23Resenhas16
    Favoritos14Desejados465Avaliaram177

    Nas palavras do próprio autor, este é um livro de auto-ajuda pequeno, prático e inspirador, que nos fala da importância de por que e como ler numa linguagem simples e direta. O livro mais popular de Bloom até o momento, num modelo imaginado para o gosto contemporâneo : agradável, curto e, ainda assim, profundo. Não é um livro dirigido aos acadêmicos, mas ao grande público em geral. Ao longo de 40 anos de vida universitária, Bloom ficou conhecido por transformar alunos em leitores apaixonados. A satisfação pessoal, diz, deve nortear todo e qualquer leitor desde o primeiro contato com a obra. Para exemplificar as suas prerrogativas, Harold Bloom recorre a vários exemplos de obras literárias, partindo dos clássicos. Com eles, o autor traça o caminho ideal para o leitor se envolver com as diversas formas literárias e para penetrar no mundo criado por escritores como Ernest Hemingway, Jane Austen, Charles Dickson, Willian Blake, Fiodor Dostoievski e, acima de tudo, Willian Shakespeare. Em Como e por que ler, o ensaísta deu dois novos passos nos ensinamentos sobre o prazer da leitura e a sua importância na vida de cada um de nós. Aclamado como um dos críticos mais instigantes do nosso tempo, Harold Bloom é professor de literatura das universidades de Yale e Nova York. Pesquisador de Shakespeare, é autor de 24 livros.

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    Resenhas (16)Ver mais
    Kátia Garcia picture
    Kátia Garcia06/08/2013Resenhou um livro
    0

    Navegando em Águas rasas

    A primeira coisa que tenho a dizer sobre este livro é que se você, como eu, pretende adquiri-lo pensando que encontrará uma analise consistente e detalhada de como e por que ler, sinto muito mas vai ter uma desilusão. Primeiro porque o titulo já de cara não deixa claro a que se refere o “Como e Por Que ler”. O livro trata de algumas considerações bem pessoais de Harold Bloom( professor e Critico Literário Norte Americano ) sobre como e por que ler certos Contos,Poesias,Romances e Peças Teatrais. Já pela vasta gama dos temas tratados vemos que é uma grande empreitada para um livro de apenas 276 páginas. Além disso Bloom ainda comete o erro, ao meu ver é claro,de exemplificar cada um dos itens com uma outra ainda grande variedade de escritores,“seus preferidos”. Assim resulta um livro de pouco conteúdo informativo, ou pelo menos de conteúdo informativo que beira o superficialismo. Resulta também um livro de leitura não fluida, visto a profusão de “vozes” que, ao meu ver, poluem o texto, conseqüência da insistência do autor em fazer sistemáticas comparações, as vezes forçadas, entre autores. Dai que o texto se torna raso e pouco denso. A obsessão do autor em comparar Shakespeare com tudo e com todos acaba por irritar a um certo ponto do livro por parecer gratuito e as vezes forçado, além de ser um outro fator a contribuir para a superficialidade do livro. Penso que nós como leitores ganharíamos mais se o autor se concentrasse mais a análise em poucos autores e poucas obras e esquecesse as comparações, ou as fizesse somente onde fosse estritamente necessária. Para mim é um livro muito centrado no ego de Bloom, e se como afirma o autor, um dos motivos para se lêr é “fortalecer o ego”, a leitura deste livro, ao menos no meu caso, não atinge esse objetivo tão nobre. Para não ser tão injusta com o livro, devo dizer que apesar de tudo o que disse acima, o livro contém algumas idéias interessantes sobre o ato de ler e sobre como interpretar certos escritores, mas por todos os problemas que considerei antes, o livro se torna como um todo superficial. É como certos livros que depois de você “enxugar” o que realmente importa, resta pouco de conteúdo. Ao meu ver a parte mais interessante, e que concentra mais informações e idéias,se não a única, é o “Resumindo” que ele faz do Capitulo sobre Romances, no qual ele sintetiza o por que lêr romances. Uma ulterior dificuldade é que se o leitor não conhece ou não leu as obras dos quais trata o livro, as idéias de Bloom ficam menos claras, visto que o autor pressupõe que já as conhecemos. Mas e ao mesmo tempo se o leitor já os conhece, arrisco a dizer que muitos de seus comentários e idéias contidas no livro se tornam irrelevantes, pois são muitos pessoais e autocentrados. Um boa maneira para apreciar este livro seria considera-lo como uma coletânea de resenhas sobre contos,poesias,romances e peças teatrais, dessas que encontramos em revistas ou em jornais, nada muito aprofundado. O que é uma pena, porque lendo o livro sentimos que Bloom tem muito a nos dizer sobre o ato de ler, mas que por qualquer razão fica no nível superficial. Talvez a razão ele nos dê no prefácio quando nos diz: “A crítica literária, conforme aprendi a entendê-la, deve ser experimental e pragmática, e não teórica”. E como minha expectativa era uma outra quando adquiri o livro, minha experiência com esse livro foi um pouco frustrante. Veredicto: Regular

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    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas29%
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    • 2 estrelas8%
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    Harold Bloom profile picture

    Harold Bloom

    Harold Bloom foi um professor e crítico literário estadunidense. Ele ficou conhecido como um humanista porque sempre defendeu os poetas românticos do século XIX, mesmo num tempo em que suas reputações eram muito baixas. Bloom é autor de diversas teorias controversas sobre a influência da literatura além de um defensor ferrenho da literatura formalista (a arte pela arte), em oposição a visões marxistas, historicistas, pós-modernas, entre outras. Em Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, coletânea de contos organizada por Bloom e editada em português, Bloom afirma que foi um menino bastante solitário apesar de rodeado por familiares carinhosos, e continua solitário depois de uma vida inteira dedicada ao ensino, à leitura e à escrita. "Mas teria estado bem mais isolado se poemas e histórias não tivessem me alimentado, e se não continuassem a me incentivar", completa. Bloom é um dos grandes impulsionadores contemporâneos do conceito de Cânone Ocidental. Shakespeariano, um dos grandes defensores da chamada "bardolatria", escreveu Shakespeare - A Invenção do Humano e Hamlet - Poema Ilimitado, dois grandes ensaios sobre o bardo. Terry Eagleton, teórico da literatura, afirma que "a teoria literária de Bloom representa uma volta apaixonada e desafiadora à ‘tradição’ romântico protestante". Para ele "a crítica de Bloom revela com clareza o dilema do liberal moderno, ou humanista romântico, o fato que não é possível uma reversão a uma fé humana otimista, serena, depois de Marx, Freud e do pós-estruturalismo, mas que por outro lado qualquer humanismo, como o de Bloom, tenha sofrido as pressões agônicas dessas doutrinas". Lecionou durante muitos anos as disciplinas de humanidades na Yale University e inglês na New York University. Morreu em 2019.

    49 Livros
    59 Seguidores
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Harold Bloom