Sinto em parte que esse livro é direcionado às religiões de espíritas, umbandistas, wiccas e budistas.
O que é ótimo, porque faço parte do último grupo.
Pra quem deseja conhecer religiões diferentes e idiomas exóticos, esse livro é uma boa; vai abordar o romance sobrenatural da Moira com a alma de um garoto que está em estado vegetativo, mas que tem experiências fora do corpo durante esse período de coma.
O livro também chama a atenção para o tema família e amizade. Porque a Moira tem um círculo de amizade invejável onde todos ajudam ela em todos os momentos. Ela nunca está sozinha, ou desamparada.
Isso traz um quentinho no coração.
Agora sobre o romance... Me sinto na obrigação de abrir uma discussão séria sobre.
Até que ponto é saudável desistir de um relacionamento estável para cair numa aventura desconhecida? Porque sinto que no começo do livro a Moira estava em um relacionamento equilibrado onde o Patrick fornecia todo o apoio pra ela. E ela simplesmente estava disposta a trocar isso pelo protótipo de um bad boy com piercing que "uau, é lindo".
Sério, isso é motivação suficiente?
Depois, ficou evidente que o Patrick também não era uma boa escolha para a Moira. Ele obrigava ela a tomar as pílulas para combater sua doença psicológica, era manipulador e na maior parte das vezes forçava ela a fazer as vontades dele apenas para se sentir o "macho".
A partir de então, fiquei contra o Patrick também.
Na minha sincera opinião: a Moira estaria melhor sozinha. Nem Hayko, nem Patrick são REALMENTE necessários pra ela ao longo de toda essa trama, porque ela protagonizou tudo sozinha aqui.
E não: não foi o Hayko que "libertou" a Moira do Patrick, eu sinto muito. Certo, concordamos que ele foi o pontapé inicial pra ela perceber que não precisava ser o que ninguém queria. Mas a motivação veio dela mesma, então parabéns, Moira: tu não precisa de ninguém pra ficar mandando em você mesmo não. Você é dona de si, mulher!
Enfim, é apenas a minha opinião.
Não é um livro para priorizar, do meu ponto de vista. É um livro pra ser lido como passatempo. Ótimo acompanhamento para uma tardezinha ao pôr do sol com ventinho batendo na janela da varanda e aquele café da tarde.