As cartas que Jesus escreveu para as sete igrejas são um tema que me fascina, eu ainda pretendo fazer um estudo completo sobre isso. Resumindo, existem três interpretações possíveis e não excludentes: são igrejas reais que existiram (histórica), são características da nossa vida como cristãos (pessoal) e representam sete eras da igreja (profética). Um dos pontos mais interessantes nas cartas é que por mais problemas que as igrejas estavam enfrentando Jesus não diz para sair, procurar outra ou deixar de congregar. A ordem dada em todas as cartas é para vencermos e perseverarmos, tanto onde a situação está boa quanto onde está péssima. O que importa não são os erros cometidos pelos homens, mas nossa vida e decisão pessoal de obedecer a Deus ou não. O autor do livro trata apenas com a interpretação histórica e pessoal, mas quando chega à igreja de Laodicia ele comenta que vivemos profeticamente nessa era. Talvez ele preferiu não abordar a interpretação profética nas seis igrejas anteriores porque ele quis tratar mais dos aspectos práticos na nossa vida pessoal e na evangelização, e não dar uma aula de História e profecias. Entretanto, para identificarmos qual era histórico-profética cada igreja representa basta retrocedermos e vermos em qual tempo mais se aplicaram as características que Jesus deu. Por exemplo: em Tiatira Jesus diz que a divisão era uma ameaça, já em Sardes era um fato consumado e estava precisando de uma renovação espiritual. Em quais épocas isso aconteceu? Ano passado (2017) li um livro de um pastor com a mesma visão, mas isso é assunto para outra resenha.
Ao vencedor! - Mensagem às Sete Igrejas do Apocalipse
Pe. Alberto Luiz Gambarini
Loyola
1997
120 páginas
4h 0m
ISBN-10: 8515015528
Português Brasileiro
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