No rescaldo da Guerra Arkham, Gotham City está na berlinda em Batman Vs. Bane. E seja bem-vindo ao mundo de Gothtopia, um lugar perfeito e reluzente, onde nada é o que parece. Seus guias para este cintilante universo serão Batgirl, Mulher-Gato, Aves de Rapina e Batwing. E ainda: comemore o aniversário de Bruce Wayne em uma história de Peter Tomasi. Forever Evil Aftermath: Batman Vs. Bane (2014) n° 1/2014, Red Hood And The Outlaws (2011) n° 26/2014, Batgirl (2011) n° 27/2014, Catwoman (2011) n° 27/2014, Birds of Prey (2011) n° 28/2014, Detective Comics (2011) n° 27/2014
A Sombra do Batman #030 (Os Novos 52!) - Hora da revanche: Batman versus Bane!
Vários
🦇
A primeira página da história já introduz o clima soturno e pavoroso que vai guiar a experiência Batman VS Bane, anunciada já na capa da revista. Bane, em primeiro momento, mesmo que controle Gotham é visto como um tipo de anti-heroi mas, logo, a luta com nosso protagonista (muito bem elaborada, por sinal) elimina qualquer chance de "brilho" do personagem (mas o Bane ainda é um personagem incrível). A história do capuz vermelho é ruim. Pra começar, os diálogos são uma porcaria antiquada e desinteressante. Me incomoda muito o fato de que a Estelar é desenhada quase sem roupa e como uma personagem de expressões; ela mal fala durante a história, só fica olhando pro Jason Todd com uma expressão de admiração e isso me incomoda muito porque eu sei que ela poderia ser muito melhor aproveitada. O Capuz é um cara muuuuuito convencido e irritante. A primeira história de Gothopia é INCRIVEL. O roteiro, de Gail Simone, constrói uma atmosfera muito energética e sorridente pra essa história (o que não é usual para uma história ambientada em Gotham mas cabe perfeitamente na trama de Gothopia), protagonizada por uma jovem Bat Girl com traços de personalidade muito bem delineados. A arte de Robert Gill lembra uma estética anos 90, mas revisitada e cheia de inovações. Não posso deixar de falar dessa ambientação inconcebível de uma Gotham alegre e colorida; não bastasse o clima hiperativo da história, as cores, assinadas por (?) Blond dão à história um espectro de loucura alegre e radiante. A reviravolta da história parte de uma trama simples mas é muito bem executada e até um pouco chocante. A segunda é terceira histórias de Gothopia não ficam pra trás. O protagonismo da Mulher Gato é muito bom e eu adoro o papel de detetive que ela desempenha; a forma pela qual ela se lembra do próprio passado e busca resolver os mistérios é muito boa. Ann Nocenti faz um trabalho muito bom com um roteiro das duas histórias; irônico, cômico e auto consciente, sem nunca esquecer do papel da ação, a história é muito bem construída também graças ao trabalho magnífico com os desenhos e as cores nessas histórias. A quarta história de Gothopia é mais fraca. Recheada de momentos como "mais tarde", "logo" e coisas do tipo, essa história é bem menos energética e menos interessante, mas ainda é boa. A última história é bem curtinha mas muito significativa. Engraçada e cheia de sentimentos e reflexões, os traços incomuns, abstratos e muito diferentes do desenhista Ian Bertram e o roteiro criativo e inteligente de Peter J. Tomasi se fundem para criar essa história que finaliza a HQ com maestria.
Estatísticas
Avaliações
4.2 / 3- 5 estrelas33%
- 4 estrelas67%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%


