Rio Grande do Sul, década de 40. Às margens do rio Uruguai ouvem-se pelo rádio as distantes notícias da Guerra. Nas varandas, pequenos proprietários descendentes de imigrantes servem o mate enquanto o sol se despede no horizonte. Novas famílias de italianos e alemães chegam diariamente, ao fim de intermináveis viagens. Passam-se alguns anos e a antiga paisagem se altera. O mesmo rio Uruguai corta lavouras ampliadas, cobertas pelo verde cintilante de uma planta milagrosa. Inaugura-se um tempo de ganhar ou perder. Em meio a este processo de radicais mudanças, a vida de um homem, tal qual o caudaloso rio que lhe marcou a infância, desenrola-se agitada e violenta, aprisionada entre margens seguras. Até o dia inexorável em que a enchente arranca as águas revoltas de seu curso original. Obra indicada ao prêmio Jabuti de 1988.
