O livro já começa com uma explicação precisa do que é ação cultural: a arte como intenção de mudar a sociedade e a realidade do homem de modo construtivo. Assim, torna-se encarregada de administrar processos culturais.
Coelho fala sobre duas formas de arte, a cultural, que nos diferencia, que destaca um grupo ou povo; e a comercial, que é totalmente criticada pelo autor como oposto de cultura pois promove a diluição, tudo se iguala, se funde. A publicidade para ele é sinônimo de não-cultura. Também exemplifica o supracitado com o trabalho de um artista: a produção de uma obra é um processo cultural, entretanto a exposição da mesma é nada mais que comercial, pois visa o lucro, o capital.
Em seguida ele apresenta um pouco da história da ação cultural, suas mudanças de objetivos com o passar das décadas. No início priorizava as obras de arte, sua conservação e destaque na sociedade, mas se transformou em algo voltado ao homem, a cultura comunitária e o aprendizado a partir da mesma. Porém, no Brasil a cultura não alcança todas as classes sociais, e a sua democratização está longe de ser conquistada. Além disso, as formas de arte não são valorizadas da mesma maneira, segundo Coelho o teatro é posto em um pedestal em relação a outras formas de arte, o que é algo crítico para a cultura brasileira.
Por fim, o autor cita as três esferas que a ação cultural busca estimular no indivíduo: a imaginação, a ação e a reflexão. Desse modo, finaliza de maneira expositiva argumentativa sobre os processos, problemática e objetivos da ação cultural.