Vanguarda europeia e modernismo brasileiro - Apresentação e crítica dos principais manifestos vanguardistas

    Gilberto Mendonça Teles

    José Olympio
    2012
    630 páginas
    21h 0m
    ISBN-13: 9788503011402
    Português Brasileiro

    A intenção de chocar dos moderninstas de 1922 não foi gratuita. Para negar o academicismo reinante na época era preciso romper de forma radical. O grito de liberdade do grupo de artistas e escritores encabeçado por Mário de Andrade foi dado 13 anos depois do Manifesto Futurista, do italiano F.T. Marinetti. O porquê de ter acontecido tanto tempo depois e o contexto da Semana de Arte Moderna, que completa 90 anos, está na antologia de Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro reúne poemas, manifestos e conferências vanguardistas publicados entre 1857 e 1972. O simples trabalho de reunir tais textos numa única fonte de consulta já seria em si louvável, mas, além disso, Teles brinda o leitor com comentários pertinentes sobre a arte e os contextos políticos e históricos de cada época, citando detalhadamente as agitações literárias da época e as vanguardas europeias. A coletânea reúne autores que anteviram os sopros de mudança ainda no século XIX como Baudelaire, Rimbaud e Mallarmé, passando pelos principais expoentes daquelas revoluções: o surrealista francês André Breton, o futurista russo Maiakovski e o dadaísta romeno Tristan Tzara.

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    Juliana Amaro18/10/2024Resenhou um livro
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    Ótimo livro.

    Nessa obra de referência já consagrada, Gilberto Mendonça Teles reúne poemas, conferências e manifestos vanguardistas estrangeiros e nacionais publicados entre 1857 e 1972. Leitura fundamental a qualquer estudo sobre o tema, agora em edição ampliada. Esta edição ampliada de Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, de Gilberto Mendonça Teles, acrescida de novo prefácio, é lançada em meio às comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. O evento é considerado o marco inaugural do modernismo no Brasil. Grande parte dos intelectuais e artistas que estiveram à frente desse movimento tinham vivido na Europa após a Primeira Guerra Mundial e enfim traziam ideias e técnicas que lá se desenhavam desde as últimas décadas do século XIX. Gilberto Mendonça Teles apresenta um rico panorama dos movimentos modernistas, uma viagem em companhia de textos de artistas que foram capazes de antever os sopros da mudança ainda no século XIX ― como Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé ―, nomes que protagonizaram as vanguardas europeias ― como André Breton, Vladimir Maiakovski e Tristan Tzara ―, expoentes do modernismo brasileiro ― como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Murilo Mendes ― e, enfim, aqueles que marcaram um momento mais experimental da arte brasileira ― como Décio Pignatari e Wlademir Dias-Pino. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro é um título que convida leitores e leitoras a compreender os caminhos de um dos movimentos artísticos mais importantes do século XX, responsável por refletir sobre um novo sentido para o homem no mundo e por ajudar na construção desta percepção: o que é ser moderno.

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