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    Um Conto de Natal (Coleção L&PM Pocket #339) - A Christmas Carol : Being a Ghost Story of Christmas [In Prose]

    Charles Dickens

    [Porto Alegre] L&PM Editores
    2003
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 8525412430
    Português Brasileiro
    4.2
    15488 avaliações
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    Favoritos651Desejados7236Avaliaram15488

    "Um Conto de Natal" do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas. A história foi escrita entre Outubro e Novembro de 1843, para ser publicada em um livro (produzido e editado por Dickens, com ilustrações de John Leech) em Dezembro do mesmo ano; formato que também foi serializado em capítulos de jornal. O enredo é familiar a todos: foi filmado várias vezes e televisionado; adaptado para o teatro e para crianças. Transformado em desenho animado e HQs. A figura e o personagem de Scrooge teve vários descendentes literários, um dos mais célebres é o Tio Patinhas de Walt Disney: "Uncle Scrooge McDuck" em inglês. ==== https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Charles_Dickens

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    Resenhas (2514)Ver mais
    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira08/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de Um Conto de Natal

    Apesar de ter como essência o nascimento de Jesus Cristo, o natal, talvez o mais famoso dia comemorativo ao lado do ano novo, surgiu de uma cultura pagã a qual foi absorvida pelo cotidiano romano no século IV (antes, 25 de dezembro era destinado à comemoração do “nascimento do sol invencível”, em homenagem ao deus Mitra, da Pérsia). Por conta disso, nos séculos XV e XVI, tal data passou a ser vista com maus olhos pelos puritanos (religião protestante crescente na Inglaterra àquela época) os quais tentavam cada vez mais abdicar de todos os laços não cristãos. Como consequência, em adição a diversos outros entraves, a comemoração e seus significados passou a cair em relação à estima da população britânica, pelo menos até uma obra, de forma impressionante, iluminar o coração das pessoas sobre o significado do dia 25, estamos falando de Um Conto de Natal, escrito por Charles Dickens. Sobre a história: acompanhamos, em terceira pessoa, a narrativa sobre o carrancudo empresário, Ebenezer Scrooge, homem solitário o qual tem em sua feição um inconfundível rancor de todos à sua volta, inclusive de seu sobrinho, Fred e seu humilde funcionário, Bob. Tudo muda, no entanto, quando o velho endinheirado é visitado pelo seu já falecido sócio, Marley, agora um fantasma o qual percorre o mundo acorrentado por tudo o que deixou de fazer em vida. Após o encontro, o protagonista descobre ser visitado por mais três fantasmas os quais o ajudarão a compreender a arte de viver e aquilo o qual Scrooge tem negligenciado por tanto tempo, a bondade. Dito isso, o conto corre a passos largos com uma narrativa surpreendentemente agradável e instigante de tal forma a não conseguirmos deixa-lo tão cedo quando o começamos. Essas características são realçadas pela capacidade de descrição singular de Dickens e suas exuberantes e divertidas descrições de cada rua, casa e personagem, com analogias muitas vezes cômicas e peculiares. Aliado a esse fato, temos aqui o uso do sobrenatural servindo como uma bela proposta. Apesar de em nenhum momento o livro tornar-se excessivamente duro ou macabro, as criaturas e os momentos de tristeza têm o certo ponto de toque mágico e inquietante o qual nos surpreende tanto quanto cativa e reforça a noção de fantástico a qual apodera-se de Ebenezer de um dia para o outro. Em congruência com isso, a maior beleza da obra encontra-se na empatia, com uma capacidade singular de fazer até mesmo os apáticos expressarem um largo sorriso no rosto ou deixarem escapar uma lágrima. Através de diálogos vívidos e cenas doces, o autor gera uma imensa gama de sentimentos positivos no decorrer de cada página enquanto nos ensina um pouco sobre a generosidade e familiariza cada indivíduo ao leitor. Essas lições, de certa forma, são sutis e desenvolvem-se não de maneira antinatural ou sem nexo, mas com os próprios aprendizados e mudanças do protagonista. Primeiramente publicado em 1843, Um Conto de Natal pode ser considerado um dos grandes marcos da cultura natalina dos últimos séculos. Repleto de momentos divertidos e emocionantes, o livro inspira, do início ao fim, uma vontade irrefreável de viver a vida como se todo dia fosse o natal. Excelente leitura. Siga-me no Instagram: @aprendilendo_

    304 curtidas

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    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens