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    The Professor -

    Charlotte Brontë

    Penguin Popular
    1995
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-11: 0140621423_
    3.8
    692 avaliações
    Leram883Lendo72Querem773Relendo2Abandonos24Resenhas170
    Favoritos4Desejados773Avaliaram692

    In 'The Professor' Charlotte Brontë holds up to scrutiny the Victorian ideals of self-help and individualism. The result is an unusual love story, and a novel profoundly critical of a society in which the relationships between men and women are reduced to power struggles.

    Edições (5)

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    Nara Reads20/06/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Monsieur, se uma mulher odeia a natureza do homem com quem está casada, o casamento é uma escravidão, e todos os pensadores corretos se revoltam contra isso. Embora a tortura fosse o preço da resistência, ela deve ser desafiada; embora o único caminho para a liberdade cruze os portões da morte, ele deve ser trilhado, pois a liberdade é essencial. Então monsieur, eu resistiria enquanto minhas forças me permitissem, e quando elas me faltassem recordaria que sempre há um último refúgio. Sem dúvida a morte me protegeria tanto das leis ruins como de com suas consequências." Uma frase bem normal de ser escrita e falada hoje em dia não é mesmo? Mas imagina essa mesma frase dita por uma mulher em 1846! Mas claro que foi rejeitado para a publicação. Só mais tarde em 1857 foi publicado postumamente, novidade? Não! 😏 Eu queria tanto por minhas mãos nesse livro e a editora Principis trouxeee!!! Ah mas claro que virou um favorito, eu amo tudo o que as Brontë fizeram. Mas meu crush sempre será o Heathcliff 🤭😂 Me lembrou muito Villete, mas com o protagonista masculino com uma história bem mais curta. Pode ser o primeiro livro da Charlotte mas toda sua genialidade já estava por aqui! Pra quem tem receio de comprar as edições da Principis por serem bem baratinhas não se deixem levar pelo preço, claro que o papel tem que ser mais simples para compensar o valor do livro barato mas o conteúdo está maravilhoso, o texto não foi só traduzido e jogado dentro do livro. NÃO! Existem 192 notas de rodapé! E gostei muito da tradução, vale muito a pena! A diagramação da edição está muito confortável também! Eu odeio livros onde as páginas ficam sem espaçamentos, com uma fonte minúscula. Ah e é uma texto mais lento, afinal é um livro de 1846. Não esperem grandes reviravoltas, e peripécias que só acontecem por agora...😌🤣

    78 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 692
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas1%
    Charlotte Brontë profile picture

    Charlotte Brontë

    Charlotte Brontë foi uma das grandes romancistas da Inglaterra do século 19, a mais velha das três irmãs Brontë, cujos romances são marcos na história da literatura mundial. Nasceu em 1816, sendo a terceira filha do reverendo Patrick Brontë e de sua esposa, Maria Branwell. Seu irmão, Patrick Branwell, nasceu em 1817 e suas irmãs, Emily e Anne, em 1818 e 1820, respectivamente. Em 1820, seu pai foi nomeado como pároco de Haworth, próximo a Yorkshire, para a família se mudou; em 1821, Maria Branwell morre e deixa a criação de seus filhos sob os cuidados de sua irmã, Elizabeth Branwell. As pobres condições de vida enfrentadas pelas crianças Brontë as levaram a uma série de problemas de saúde, iniciando com a morte das duas irmãs mais velhas da família, em 1825, após terem ingressado no Clergy Daughters School. Foi este colégio que inspiraria, mais tarde, Charlotte na descrição do sinistro colégio Lowood que aparece em seu romance “Jane Eyre”. Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Em 1842, Charlotte e Emily ingressaram em internado em Bruxelas, mas a morte de sua tia a obrigaram retornar à Inglaterra. Emily passou a cuidar da administração da casa dos Brontë e Anne tornou-se preceptora de uma família nas cercanias de York, para a mesma família na qual Patrick Branwell servia como professor particular. As experiências que Charlotte vivenciou em Bruxelas serviram para inspirá-la nas características da personagem Lucy Snow, protagonista de seu romance “Villete”, de 1853. No mesmo ano, seu irmão Patrick envolveu-se com a mulher de seu patrão e a partir deste ano passa a recorrer ao ópio e à bebida. Foi Charlotte quem incentivou as irmãs a escreverem e a publicarem seus romances, a partir de 1847, valendo-se de pseudônimos ambíguos: Charlotte publicou “Jane Eyre”, sob a alcunha de Currer Bell; Emily, publicou “O Morro dos Ventos Uivantes”, sob o nome de Ellis Bell, obtendo sucesso imediato; “Agnes Grey”, foi publicado por Anne, sob o nome de Acton Bell. Emily morreria de tuberculose, em 1848 e Anne, em 1849, um ano após publicar “A Moradora de Wildfell Hall”. Charlotte se casaria em 1854 com o assistente de seu pai, Arthur Bell Nicholls, que fora o seu quarto pretendente. Em 31 de março de 1855, grávida de seu único filho, caiu enferma e morreria de tuberculose como suas irmãs. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e econômicas da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou os obstáculos da sociedade através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância. Diferentemente das escritoras Mary Wollstonecraft e George Sand, que surgem como as primeiras defensoras da nova condição da mulher, Charlotte vale-se exclusivamente de suas obras para imprimir uma nova visão do papel da mulher. Nesse ponto, Charlotte Brontë é uma das grandes opositoras da obra de Jane Austen, por considerar que as personagens austeanas se conformavam com o papel da mulher submissa dos primeiros anos do século 19. Nesse ponto, as personagens elaboradas por Charlotte são diametralmente opostas às criadas por Jane Austen. Sua vida foi registrada através da biografia publicada por sua amiga, a escritora Elizabeth Gleghorn Gaskell. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: sua primeira obra, “The Green Dwarf, A Tale of the Perfect Tense”, foi escrita em 1833; seguiu uma produção juvenília até a publicação de seu primeiro romance, “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860.

    51 Livros
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    Yorkshire, Inglaterra

    Charlotte Brontë