Em seu segundo romance, e já consagrada como precursora da literatura futurista, a jornalista belga Ariane Le Fort busca dar ao leitor, através de sua grande sensibilidade na "pintura" das emoções e na evolução dos sentimentos do cotidiano, uma linguagem sutil que dispensa o supérfluo, num texto limpo, onde o impalpável e o "sentir" preenchem seu conteúdo e dirigem a interação dos poucos personagens.
