Eliane Lopes faz uma revisão, neste livro, da situação do bastardo na São Paulo do setecentos. Os códigos de leis e de conduta moral da época jogavam os filhos ilegítimos à marginalidade. A autora, entretanto, ao cruzar informações jurídicas com dados do dia a dia, remonta ao período e mostra que, em paralelo à marginalização jurídica, Igreja e Estado também faziam vistas grossas à condição dessas pessoas como forma de reabsorvê-las na sociedade. O revelar do pecado resulta, assim, num livro nesses dois sentidos - apresenta a relação Instituição e Sociedade na época proporcionando informações para se compreender essa mesma relação atualmente, e, por histórias do cotidiano paulista de 200 anos atrás, recoloca o bastardo na cena social de uma maneira mais digna.
