Uólace e João Victor. Dois meninos, duas realidades sociais diferentes. João Victor é de classe média, tem acesso a educação, comida e lazer. Uólace, garoto morador de rua, com mãe alcoólatra, sem casa, sem comida, sem educação.
A história é um verdadeiro soco no estômago a cada página. Até Rosa Amanda, a autora, disse que foi muito difícil escrever, demorou um ano. Essa narrativa infanto-juvenil mistura sensibilidade, infância e um pouco de sonhos.
Uólace, em meio a sua realidade tão cruel ressignifica tudo! Cheio de humor e esperança de uma vida melhor. Embora forte, as vezes só quer uma mãe por completo, ir para escola e comer hambúrguer no café da manhã, por exemplo.
João Victor, é um jovem, que por ter tudo, parece ser menos agradecido pelo que tem e deseja sempre mais, normal né? Nós também reclamamos do que temos e sempre achamos que a vida é insatisfatória. Isso é a epifania do livro, observamos que o já possuímos já basta, se constrastado com a realidade de um menino de rua.
Muitas vezes eles estão um dentro da vida do outro por encontros do destino. Possuem vidas tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. Amanda me (re)significou com essa história. Chorei várias vezes. Angustiei-me. Ri. Sorri. Afaguei-me. Entristeci-me.
Isso é a literatura. Leiam Uólace e João Victor. O pequeno livro que se fez grande.