O conto do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, só que com uma perspectiva feminina.
Recuso-me a dizer que esse livro seja feminista porque as propostas e desenvolvimentos não cabem nessa via. A maioria dos acontecimentos e conflitos são engendrados por homens ou por causa deles - como levar a sério uma Morgana que se diz uma sacerdotisa da velha religião, mas que perde todo o foco ao se envolver com Lancelot?
Vários relacionamentos são modificados, alguns são expandidos, como a presença da mãe de Arthur como rainha e sua relação com o druidismo, porém Merlim - o mago mais famoso do mundo - se torna um joguete político ao ser definido como um título e não mais como um personagem.
A maior parte da fama dessa obra deveu-se ao momento em que foi lançado, quando Wicca e variações se tornaram moda na década de 90. Como obra literária, é somente razoável.