A busca da autoconsciência tornou-se um dos propulsores do conhecimento, a partir de Freud. O drama de Sófocles, Édipo Rei, resignificado pelo fundador da psicanálise, assume um caráter arquetípico à luz (ou à sombra) da autoanálise de Freud. Amplificando esse cruzamento - autoanálise e Édipo -, o autor analisa o pensamento e o contexto em que a tragédia grega é recuperada pela cultura ocidental, na Segunda metade do século XIX, para compreender o que ele chama de ‘verdade psicanalítica do desconstrutivismo’. Sua flecha, no entanto, afiada por um apêndice polemizador, em que aborda as várias críticas feitas à psicanálise e ao Complexo de Édipo, aponta para um alvo mais distante: a visão de história da cultura e de humanismo que se mineralizaram como paradigmas no modo do Ocidente pensá-los.
Freud e Édipo (Estudos #178)
Peter L. Rudnytsky
Editora Perspectiva
2002
389 páginas
12h 58m
ISBN-10: 8527302934
Português Brasileiro
Edições (1)
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