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    O Conceito de Ironia (Vozes de Bolso) - Constantemente referido a Sócrates

    Søren Kierkegaard

    Vozes
    2013
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788532645098
    Português Brasileiro
    4.5
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    Kaique Nunes22/04/2019Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Publicado pela Editora Vozes, O Conceito de Ironia é a tese de mestrado em filosofia do dinamarquês Søren Kierkegaard, escrita em 1841 onde o autor estuda a ironia, que pode ser entendida como uma estrutura comunicativa que explora o mal-entendido na dualidade entre o fenômeno e o conceito, que pode ser usada como estratégia crítica, como foi utilizada por Sócrates. . A obra é dividida em duas partes. A primeira parte o autor compara os relatos de Sócrates apresentados pelas três principais fontes antigas: Platão, Xenofonte e Aristófanes, com uma seção final sobre a concepção Hegeliana de Sócrates. Enquanto a segunda parte trata sobre a forma moderna de ironia nos Românticos. . A ironia socrática é a etapa do método dialógico em que Sócrates questionava o que as pessoas sabiam para que, elas próprias, ao tentarem defender suas opiniões, percebessem a limitação de seus argumentos, a contradição entre eles e a imprecisão de seus conceitos. Derivada do verbo eirein (perguntar), a palavra “ironia” tem o sentido de interrogação fingindo ignorância. . O método é negativo, no sentido de que Sócrates não usou para a construção de uma filosofia positiva, apenas era usada para colocar o interlocutor em aporia (sem palavras), e através disso realizar a maiêutica (arte do parto), que é o procedimento de levar a pessoa a verdade por si mesma. . A ironia separa o indivíduo da sociedade, e por isso é um método comumente usado para se questionar crenças e modos de pensar tradicionais. Porém, a ironia de Sócrates é diferente da ironia moderna, Sócrates acreditava em uma verdade que pudesse ser alcançada e usava a ironia de forma particularizada, o que não corresponde a ironia moderna que é criticada por kierkegaard. . A ironia moderna é uma “negatividade infinita absoluta”, assim como os sofistas, considera tudo meramente relativo e arbitrário. “Logo se vê uma ironia injustificada. Carrega em si o germe de sua própria ruína”. Pois, "toda a existência se tornou estranha ao sujeito irônico e este por sua vez se torna estranho à existência. Na medida que a realidade perdeu sua validade para ele, ele até um certo ponto também se tornou irreal”.

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    Søren Aabye Kierkegaard

    Søren Aabye Kierkegaard foi um teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX, mais conhecido por ser o "pai do existencialismo". Filosoficamente, fez a ponte entre a filosofia hegeliana e aquilo que se tornaria no existencialismo. Kierkegaard rejeitou a filosofia hegeliana do seu tempo e aquilo que ele viu como o formalismo vácuo da igreja luterana dinamarquesa. Muitas das suas obras lidam com problemas religiosos tais como a natureza da fé, a instituição da fé cristã, e ética cristã e teologia. Por causa disto, a obra de Kierkegaard é, algumas vezes, caracterizada como existencialismo cristão, em oposição ao existencialismo de Jean-Paul Sartre ou ao proto-existencialismo de Friedrich Nietzsche, ambos derivados de uma forte base ateística.

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    Søren Aabye Kierkegaard