Em 2003 a Marvel lançou a revista Tsunami que tinha como objetivo atrair o público dos mangás para os quadrinhos americanos, os resultados não foram lá do jeito que os executivos queriam e rapidinho a revista acabou, os poucos personagens/mundos que vingaram foram incorporados em outras publicações oficiais e a vida seguiu.
Dessa aposta surgiu o MANGÁ DO WOLVERINE por Tsutomu Nihei, mangaká conhecido por suas obras cyber-punk, em especial BLAME! . Aqui Logan é teletransportado sem explicações por uma mulher aleatória que o aborda nas ruas de Nova York, o levando para um futuro não tão distante onde uma bactéria mutante se tornou tão poderosa a ponto de conseguir destruir a humanidade.
Eu amo aleatoriedades e os quadrinhos proporcionam muito isso com seus mil mundos alternativos vividos por cada personagem. Mas como nem tudo é um mar de rosas, é necessário fazer algumas ressalvas para esse título: o roteiro é pobre demais para uma empreitada que se pretendia tão grande, se os outros seguiram esse ''padrão'' dá pra entender porque não foi pra frente, tá mais pra filme de ação dos anos 80 do que qualquer outra coisa: o cara vai lá, resolve tudo como quem não quer nada, deixa a mocinha apaixonada, abre uma cerveja... eu até gosto, mas com certeza quem consome mangá espera mais que isso. Fora que a arte ficou um meio termo um pouco estranho, não é mangá e nem comic.
Enfim, dá pra se divertir com essa versão cyber punk do Logan.