O Homem Que Virou Fumaça - Martin Beck - Livro 02

    Maj Sjöwall, Per Wahlöö

    Record
    2015
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788501096982
    Português Brasileiro

    É agosto, e uma ilhazinha ensolarada na costa da Suécia é o destino escolhido por Martin Beck para seu tão merecido descanso. Que dura apenas um dia. Ao receber uma convocação urgente vinda do alto escalão do Ministério do Exterior, o inspetor precisa voltar para investigar o sumiço do jornalista Alf Matsson, que desapareceu em Budapeste sem deixar vestígios. Por detrás da Cortina de Ferro, o caso assume outras proporções. A tarefa, já complicada diante da discrição solicitada pelo governo no auge da Guerra Fria, tornase ainda mais árdua quando o detetive se depara com o submundo da Europa Oriental em busca de um homem que ninguém parece conhecer. Mas Martin Beck conta com o reforço de Vilmos Szluka, um desconfiado policial húngaro que, aos poucos, passa a respeitar os métodos do colega sueco. Quando ambos comparam as informações que obtiveram, veem-se diante de inúmeras lacunas, e as implicações internacionais do caso aumentam a cada pista. E nada parece estar relacionado ao sumiço de Alf Matsson.

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    Jonatas Souza picture
    Jonatas Souza07/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ainda melhor que Roseanna

    O Homem que Virou Fumaça é o segundo livro da série protagonizada pelo inspetor Martin Beck. A série foi escrita pelo casal Maj Sjöwall e Per Wahlöö, pioneiros da literatura policial sueca, que influenciou escritores bastante conhecidos no mundo todo, como Stieg Larsson (trilogia Millenium) e o Jo Nesbø (Boneco de Neve). Quer saber sem spoilers do que achei do segundo livro da série? Acompanhe! O Homem que Virou Fumaça conta a história de mais um caso investigado pelo inspetor Martin Beck, algum tempo depois da história de Roseanna, que inclusive é citada no livro em dado momento. Trata-se do caso do desaparecimento do jornalista Alf Matsson, que, por conta de circunstâncias específicas, precisa ser solucionado pela polícia o mais rápido possível. O problema é que as pistas o desaparecimento do jornalista são bastante escassas; até mesmo parece que o homem virou fumaça. Esse tipo de construção é algo que vi pela primeira vez, se bem me lembro, no livro Roseanna: um caso a ser solucionado com o auxílio de pouquíssimas pistas. Assim como em Roseanna, aqui você lê o livro até certo ponto sem saber para onde a história está indo, o que é um pouco agoniante. O Homem que Virou Fumaça é, na minha opinião, uma versão melhorada das habilidades de escrita do casal Maj Sjöwall e Per Wahlöö. Em Roseanna, eu me deparei com um caso enigmático que demorou muito para me chamar a atenção. Eu de fato não me afeiçoei pelos personagens, pelo menos não no início, e o caso me parecia “um entre tantos”. Até que, é claro, as investigações foram tomando forma e o caso foi sendo construído a ponto de me deixar incomodado (no bom sentido) com a leitura. Neste livro, a gente se depara com a mesma agonia mostrada por esses talentosos escritores. O que me faz mais gostar de O Homem que Virou Fumaça do que de Roseanna é que desde o início eu me interessei pelo caso. Foi praticamente instantânea a minha atenção pela trama; acredito que isso aconteceu porque em Roseanna a vítima mal tinha rosto, sequer tinha um nome, e não havia nenhum outro elemento que me chamasse a atenção, enquanto neste livro temos um desaparecido problemático e um desenvolvimento bem mais rápido. Dei 4.5 estrelas como nota de O Homem que Virou Fumaça, só não tendo dado a nota máxima porque o encerramento do livro foi muito rápido, quando podiam ter sido inseridas algumas páginas de texto para dar mais corpo ao livro. No fim, é um livro excelente, mas recomendo que faça a leitura sem pretensão alguma, talvez ao mesmo passo que lê outro livro. O Homem que Virou Fumaça é o segundo livro da série Martin Beck, mundialmente aclamada. Apesar de no Skoob os dois únicos livros da série estarem com notas absurdamente baixas, no Goodreads, uma plataforma maior e mundial, os livros estão com notas bem mais altas, o que acho que deve ser levado em conta. Além do mais, sugiro que você leia o livro considerando que ele é um clássico, então, a fim de ter uma leitura mais prazerosa e até mais “justa”, espere menos, certo? Outra informação interessante é que o livro foi lançado em 2015, pela Record, mas, tendo em vista que aparentemente a repercussão da série não chamou tanto a atenção dos brasileiros, seja pelas notas negativas ou por outros motivos, não dá para dizer com um maior grau de certeza se a editora desistiu de Martin Beck ou não. Ainda assim, quero dizer que eu gostaria muito que novos livros da coleção chegassem ao Brasil. Muito obrigado por ler até aqui; fique à vontade para ler mais conteúdo do REDIPE.

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    Avaliações

    3.4 / 85
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