Atenção. Abaixo estão minhas impressões. O efeito da leitura é extremamente idiossincrático, isto é, varia de leitor para leitor. Portanto, peço o favor ao leitor destas linhas que não se arvore em advogado da obra. Será inútil.
Vamos às impressões.
Esperava algo melhor dessa leitura, algo que me enriquecesse o espírito, a alma (peco em esperar isso de um livro ou será a arte como lavagem atirada aos porcos?) mas o que encontrei foi um enredo repleto de egoísmo e adultério, embalado num texto bem escrito, por vezes erudito. Sim, as descrições dos ambientes são ótimas, mas no fundo, na minha opinião, o enredo principal é um melodrama. A obra começa bem, chega a abordar algo a respeito da inutilidade de se visitar lugares que já não fazem parte da nossa vida na tentativa de reviver o pa8ssado e até fez com que eu acreditasse que o desenvolvimento do livro fosse se embasar nesse assunto. Curiosamente, A Ladeira da Memória cita várias vezes a palavra panteísmo (deus imanente na natureza) e jamais cita Deus, transcendente. Não me convenceu, embora seja literariamente um livro muito bom.