Teerã, Ramalá e Doha - Memórias da Política Externa Ativa e Altiva

    Celso Amorim

    Benvirá
    2015
    520 páginas
    17h 20m
    ISBN-13: 9788582401712
    Português Brasileiro

    Em “Teerã, Ramalá e Doha: Memórias da Política Externa Ativa e Altiva” , o leitor poderá acompanhar a trajetória da política brasileira em relação aos países árabes, culminando no reconhecimento do Estado palestino. Ora no papel de político-diplomata, ora no de negociador comercial, Amorim conduziu o Brasil ao protagonismo na busca por uma solução pacífica e negociada para a questão nuclear iraniana – bem como nas negociações da Rodada Doha. Por meio de um relato de forte cunho pessoal e minucioso das negociações que conduziu ou das quais participou, Amorim mostra como agem as grandes potências e seus líderes e expõe o emaranhado de motivações que os impulsiona.

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    Daniel de Oliveira Ferreira14/07/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Brasil ... Que Nem Gente Grande

    Era uma vez um país muito grande e, aparentemente, muito cansado, pois dizem que ele está deitado eternamente em berço esplêndido. Já outros, dizem que ele é o país do futuro mas o problema é que parece que o futuro não chega nunca!!! Precisa dizer que país é esse??? (Valeu Renato Russo!!) E não é que teve uma época, não muito distante, em que o futuro parecia ter chegado e que o cansaço tinha sumido!!! O Brasil se levantou, o futuro estava ali (pré-sal), o combate à fome e à pobreza viraram políticas de governo, o emprego era pleno e o governo passou a olhar para fora, mas não vislumbrou os grandes, do norte e sim seus semelhantes, no sul. O Brasil tinha uma ambição: diminuir a desigualdade interna e, extrapolando para o mundo, a desigualdade entre os países. Bom, vamos parar por aí porque, nos dias de hoje, não mais se discute política e sim briga-se por política, e eu não estou a fim de brigar com ninguém. Este livro tem por autor o chanceler brasileiro da época citada acima, Celso Amorim, sujeito partícipe das ações relatadas, ator principal nos assuntos tratados no livro. Nesse livro, o Brasil não é coadjuvante no cenário mundial, é um jogador de peso, é um Brasil que andou, por um pequeno espaço de tempo, como se fosse gente grande. O livro é dividido em três partes, Teerã (negociações de um acordo nuclear), Ramalá (negociações entre judeus e árabes) e Doha (negociações comerciais com praticamente todos os países do mundo). As duas primeiras partes são de leitura mais fácil, apesar de haver muitas datas. Quanto a terceira parte, prepare papel e caneta para anotar e inúmeras siglas, quase sempre em inglês, que são constantemente citadas sendo que as explicações ficaram lá para trás no texto. Para ficar em um só exemplo, cito NAMA que significa Non-Agricultural Market Access, traduzido por mim como Acesso a Mercados Não Agrícolas. Vou finalizar essa resenha com uma comparação improvável: Celso Amorim e Ernesto Araújo. Alguém consegue imaginar o Ernesto Araújo participando dessas negociações?? Leia o livro e me responda.

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