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    A Estetização do Mundo - Viver na Era do Capitalismo Artista

    Gilles Lipovetsky

    Companhia das Letras
    2015
    472 páginas
    15h 44m
    ISBN-13: 9788535925692
    Português Brasileiro
    4.3
    108 avaliações
    Leram182Lendo117Querem908Relendo1Abandonos22Resenhas6
    Favoritos18Desejados908Avaliaram108

    Destruição das paisagens, esgotamento das matérias-primas e colapso dos trabalhadores — o capitalismo é uma máquina de decadência estética e de “enfeamento” do mundo. Será mesmo? O estilo, o design e a beleza se impõem a cada dia como imperativos estratégicos das marcas, apelando ao imaginário e à emoção dos consumidores. No design, na moda, no cinema, produtos carregados de sedução são criados em massa. Arte e mercado nunca antes se misturaram tanto, inflando a experiência contemporânea de valor estético. Gilles Lipovetsky, autor dos incontornáveis O império do efêmero e Luxo eterno, investiga com o crítico de arte Jean Serroy esse oximoro da atualidade: o capitalismo artista.

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    Myréia Frazão02/09/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    "Essa proliferação da violência, cujo lado exacerbado e repetitivo faz que o espectador se acostume a ela e que, de certo modo, nela veja mais uma espécie de estilo estético do que um reflexo naturalista da realidade, se destaca paradoxalmente sobre um fundo de declínio da violência coletiva em sociedades que já não passam pela experiência da guerra e em que os choques sociais não fazem mais vítimas sangrentas. É verdade que, ao mesmo tempo, não faltam massacres e guerras no globo, como não falta a violência dos indivíduos e das gangues, dos integrismos, das máfias internacionais. Não obstante, a orgia de imagens extremas exprime menos a violência do real social do que a lógica da economia cultural que leva os criativos a ir cada vez mais longe, cada vez com mais estrépito, para se impor no mercado, cativar um público de hiperconsumidores “blasés” que “já viram de tudo” e estão em busca de sensações e de emoções fortes. Na base da exacerbação das imagens extremas da violência se encontra antes a dinâmica do capitalismo artista do que as guerras e assassinatos sangrentos de que somos testemunhas." Sabrina Carpenter - Taste, não pude deixar de fazer esse paralelo. Muitas vezes o livro se mostra enfadonho e repetitivo no entanto conseguimos abstrair muitas informações e fazer diversas reflexões, principalmente sobre como a estética, no capitalismo contemporâneo, é uma poderosa ferramenta de marketing que molda nossos desejos e comportamentos. A obsolescência programada, presente em todos os setores, desde a moda rápida até os smartphones com atualizações constantes, alimenta um ciclo vicioso de consumo. A estetização da vida, presente em campanhas publicitárias que associam produtos a estilos de vida desejáveis, e em redes sociais que valorizam a imagem perfeita, cria um ambiente onde o novo é constantemente valorizado, impactando profundamente a cultura e a sociedade. Vamos finalizar como o livro finaliza: "É por isso que a sociedade transestética não deve ser nem incensada, nem demonizada: é preciso fazê-la evoluir no sentido do elevado e do melhor para conter a febre do “cada vez mais”. A hibridização hipermoderna da economia e da arte leva a não mais apostar tudo na “alta cultura”, que por muito tempo se apresentou como o viático supremo. É uma exigência transversal a da nossa época, e que não é outra senão o imperativo de qualidade aplicado às artes de massa, à vida cotidiana, e não apenas à “grande” cultura. Cresce em toda parte a exigência de qualidade, e é ela que deve ser promovida no que diz respeito tanto ao comercial como à vida. A modernidade venceu o desafio da quantidade, a hipermodernidade deve enfrentar o da qualidade na relação com as coisas, com a cultura, com o tempo vivido. A tarefa é imensa. Mas não impossível."

    9 curtidas

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    4.3 / 108
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    • 4 estrelas34%
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    • 2 estrelas5%
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    Gilles Lipovetsky

    Filósofo francês, teórico da Hipermodernidade, de uma sociedade marcada pelo desinvestimento público, pela perda de sentido das grandes instituições morais, sociais e políticas, e por uma cultura aberta que caracteriza a regulação "cool" das relações humanas, em que predominam tolerância, hedonismo, personalização dos processos de socialização e coexistência pacífico-lúdica dos antagonismos - violência e convívio, modernismo e "retrô", ambientalismo e consumo desbragrado, etc.

    24 Livros
    64 Seguidores
    Aveyron, França

    Gilles Lipovetsky