História da Filosofia Grega e Romana Vol. IV - Aristóteles

    Giovanni Reale

    Loyola
    2014
    195 páginas
    6h 30m
    ISBN-13: 9788515033034
    Português Brasileiro

    História da Filosofia Grega e Romana Volume IV - O volume IV da História da filosofia grega e romana apresenta Aristóteles como o grande herdeiro de Platão. Ao contrário do que sustentou a interpretação manualística da obra do Estagirita, o autor compreende a filosofia aristotélica como verificação das conquistas da "segunda navegação" platônica, sem ignorar as profundas diferenças existentes entre os dois maiores pensadores da Grécia clássica. Estabelecendo um preciso contraponto com a interpretação de Aristóteles segundo os cânones do método histórico-genérico, Reale expõe o conjunto da obra aristotélica a partir do seu núcleo especulativo, que se encontra na sua concepção da filosofia primeira. Sem ignorar as aporias da filosofia aristotélica, o autor mostra a coerência do que se encontra no vértice da especulação teórica com os outros âmbitos da filosofia, inclusive com o que Aristóteles chamou de "filosofia das coisas humanas".

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    Caio Cézar06/11/2020Resenhou um livro
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    Aristóteles, o reformador

    No volume anterior da coleção fomos apresentados a Platão, mestre de Aristóteles. Reale, como de costume, procede com beleza e clareza em suas divagações, quem quer que seja o filósofo a que ele nos introduza. Entretanto, quem teve a graça de contemplar o pensamento platônico perceberá de plano a diferença entre discípulo e mestre, entre Platão, o místico, e Aristóteles, o cientista. Ainda que o discípulo não fique atrás do mestre, Platão soa poético, porém nebuloso, enquanto Aristóteles soa analítico, porém cristalino. Não fosse isso suficiente, o Estagirita tem a árdua tarefa de ser o reformador das teses daquele que foi o maior filósofo que o ocidente já viu. Sem a pretensão de negar sua incontestável originalidade, mas mesmo esta procede em boa parte dessa atividade reformadora, introduzindo novos alicerces às formas platônicas, porém preservando sua substância. Paralelamente, põe-se um fim ao problema do devir com o ato e potência, enquanto avança imponente na Lógica e na Ética, esta última provavelmente uma das suas maiores contribuições para a humanidade, atual até hoje. Por fim, deve-se enfatizar que o uso da palavra reforma não foi mera opção estilística: em que pese opiniões em sentido contrário (até mesmo na academia), Aristóteles de modo algum rejeita a doutrina de Platão; ao contrário e na justa medida, ele preserva-as e promove modificações pontuais onde as estruturas e alvenarias se encontravam prejudicadas pelas intempéries aporéticas. Em síntese, Aristóteles dá sobrevida e novos horizontes para Platão. E assim termina a grandiosa Tríade grega.

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