Eu juro que não dava nada por esse livro quando peguei aqui na pilha para ler. Mas ele foi me conquistando. Primeiro porque a Lucy é uma ótima mocinha. Exatamente do tipo que eu gosto. É decidida, resoluta, sem aqueles draminhas chatos que a maioria tem. Também não é rebelde sem causa e nem confusa que nem uma barata tonta. E ela é manca. Lucy tem um problema na perna desde criança, mas isso não impede que trabalhe duro. E é isso que ela decide. Abandonada com as freias, ela encontra a liberdade em um trágico acidente que é quando conhece Alexander Breton, seu salvador. Adorei ele! Além de claro, ser maravilhoso e suuuper disposto (acho que me entenderam né! hahaha). Ele é um cavalheiro com marcas profundas de seu passado, com um sofrimento no coração que nada conseguiu aplacar. Portanto, decidiu tornar-se um monge. A perda da família foi demais para ele. Até que Lucy entra em seu caminho.
É até engraçado o modo como ele tenta evitá-la enquanto faz de tudo para salvá-la, já que ela parece ter talento para ficar em apuros. E toda hora ele precisa rezar para não cometer nenhum pecado. Às vezes até irrita por ele não deixar logo essa idéia de monge. E não deixar a dor da esposa falecida há anos. Mas nada adianta, o amor vai se desenvolvendo, o pequeno defeito dela fica totalmente ignorado frente a tudo que Lucy consegue fazer sem se deixar abater. E Alexander não se importa por ela mancar, apenas fica tentando protege-la ainda mais, o que a irrita um pouco.
O livro não se torna monótono em nenhum momento, a viagem deles e o período de separação são interessantes e você fica querendo saber quando ele vai voltar a encontra-la e qual será a próxima confusão em que ela irá se meter.
Lucy enfrenta o desafio de amá-lo apesar de sua amargura e lhe ensina que que a vida da muitas voltas e se renova, assim como o amor. O final é ótimo! Bem típico e o que se espera de um romance assim, não deixa a desejar e você fica bem contente pelo resultado. Gostei muito, vai ficar guardado aqui na estante.