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    O Cid

    Pierre Corneille

    7 Letras
    2013
    118 páginas
    3h 56m
    ISBN-13: 9788542100174
    Português Brasileiro
    3.6
    9 avaliações
    Leram1Lendo5Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos0Desejados14Avaliaram9

    O Cid, tragicomédia francesa em 5 atos, foi originalmente publicada em 1637, e é baseada em uma lenda espanhola. A peça conta a história do amor de Dom Rodrigo e Ximena, que sofre interferência de Dom Sancho, e da rivalidade entre Dom Diego e Dom Gomes, pais dos apaixonados.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Glenio Madruga picture
    Glenio Madruga17/02/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Para ler à tarde

    Leitura rápida, ágil, para fazer em uma tarde nublada. Interessante saber minimamente a história de El Cid, pois a peça é um pequeno recorte que traz o conflito entre o amor e o dever.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 9
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas11%
    • 3 estrelas44%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas0%
    Pierre Corneille profile picture

    Pierre Corneille

    Pierre Corneille era o mais velho de seis irmãos (um deles, Thomas, também foi dramaturgo). Pertencia a uma família de magistrados de Ruão. O próprio Pierre Corneille iniciou estudos de direito. Em 1629 um desengano amoroso leva-o a escrever seus primeiros versos, para passar posteriormente a sua primeira comédia, Melita, que estreou em Paris, nesse mesmo ano, a companhia de Mondory e Le Noir. Com esta e suas obras seguintes, Corneille cria um novo estilo teatral, em que os sentimentos trágicos são postos em cena pela primeira vez em um universo plausível, o da sociedade contemporânea. Corneille, autor oficial por nomeação do Cardeal de Richelieu, rompe com seu status de poeta do regime e com a política controvertida do cardeal para escrever obras que exaltam os sentimentos de nobreza (O Cid), que recordam que os políticos não estão acima das leis (Horacio), o que apresenta um monarca que trata de recuperar o poder sem exercer repressão (Cinna). Em 1647 é eleito para a Academia Francesa, ocupando a cadeira número 14 até sua morte, quando foi sucedido por seu irmão Thomas. Após a morte de Richelieu, entre os anos 1643 e 1651, e durante o período da Fronda, a crise de identidade que padece a França se reflete na obra de Corneille: acerta contas com Richelieu em "la Mort de Pompée", escreve "Rodugone", uma tragédia sobre a guerra civil, e desenrola o tema do rei oculto em "Héraclius", "Don Sanche d'Aragon" e "Andromède", perguntando-se sobre a natureza do rei, subordinado às vicissitudes da história, fazendo assim que este ganhe humanidade. Foi precisamente a maquinaria necessária para pôr em cena Andrômeda, apresentada como sua obra-prima, o que justificou a construção do Teatro de Petit-Bourbon em 1650. A partir de 1650, suas obras conhecem menores êxitos, até o fracasso de "Pertharite"; Corneille deixa de escrever durante vários anos. A estrela ascendente do teatro francês é então Jean Racine, em cujas obras as intrigas prevalecem sobre os sentimentos e aparecem menos heróicos e mais humanos. O velho poeta não se resigna e renova o teatro com a tragédia Édipo. Corneille continua inovando o teatro francês até sua morte, os efeitos especiais ("O Velocinode Ouro"), e provando com o teatro musical ("Agésilas", "Psyché"). Também aborda o tema da renúncia, através da incompatibilidade do cargo real com o direito da felicidade ("Sertorius", "Suréna") Ao final de sua vida, a situação de Corneille é tão ruim que o próprio Boileau solicita para ele uma pensão real, que Luís XIV concede. Corneille morre em Paris em 11 de outubro de 1684. A extensão e riqueza de sua obra fizeram com que, na França, surja o adjetivo corneliano, cujo significado, hoje em dia, é bastante extenso, mas que significa a vez da vontade e do heroísmo, da força e da densidade literária, da grandeza da alma e da integridade e uma oposição irredutível aos pontos de vista.

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    Normandia, França

    Pierre Corneille