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    Macbeth -

    Manuel Bandeira

    Paz e Terra
    1996
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8521902263
    Português Brasileiro
    4.1
    11228 avaliações
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    Considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos, William Shakespeare não é tão usado na etnologia como na ciência do coração humano. Seu estilo exprime o homem geral por via dos indivíduos e encontra o homem moral através do homem histórico. Assim também a peça Macbeth, escrita provavelmente no ato de 1623, representa um homem do tempo e do espaço, antes de representar o tipo geral do ambicioso triunfante e decaído do fastígio das grandezas pelas tempestades vingadoras da consciência. Além de Macbeth estão entre suas peças mais conhecidas: Romeu e Julieta, Hamlet, A tempestade, Antônio e Cleópatra, Coriolano, Henrique IV, Henrique V.

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    Resenhas (863)Ver mais
    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira04/12/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Resenha de "Macbeth"

    Após uma vitória gloriosa contra os exércitos da Noruega e da Irlanda, Macbeth, honrado barão de Glamis, recebe, por meio de três feiticeiras, a profecia de que se tornará o rei da Escócia. Infelizmente, a promessa acaba por desenvolver uma ambição assassina no barão e revelar os piores lados de sua personalidade. A partir disso, tem-se o início de uma rede de traições e assassinatos em busca do poder e de sua sustentação. Escrita por volta de 1603, “Macbeth” é considerada uma das melhores obras do dramaturgo inglês William Shakespeare. De início, por meio da escrita poética e reflexiva de Shakespeare, a obra começa com uma ótima apresentação de Macbeth e sua honra perante os nobres de seu reino. Nesse contexto, com a dignidade do protagonista bem estabelecida, toda a decadência mental e ética do personagem durante a história acaba por ser impactante e inesperada, de maneira a imergir o leitor na trama e torná-lo curioso sobre seus futuros acontecimentos. Tais elementos, por fim, são apenas realçados pela peculiar violência demonstrada durante toda a obra, repleta de um tom vingativo e ambicioso, o qual gera a tensão narrativa e todo aspecto de guerra iminente. Em outro momento, deve-se pontuar sobre outros personagens, como Lady Macbeth e Banquo. Enquanto a primeira, esposa do protagonista, demonstra uma malícia dissimulada, Banquo, companheiro de batalha de Macbeth, apresenta-se como o grande contraponto moral do casal principal. Nesse sentido, há o aspecto de uma batalha não apenas externa, entre os diversos nobres, mas, igualmente, interna, entre as ambições de cada um e sua determinação de conquistar o desejado, não importando a forma. Dessa forma, a trama acaba por ter, como foco, a descaracterização moral de Mcbeth e o rio de consequências advindos desse fato. “Macbeth” é uma obra interessante, a qual demonstra muito bem a decadência de um grande homem perante a ambição maliciosa por poder e o peso de ter que lidar com as consequências de seus próprios atos. Nota: 8.75

    116 curtidas

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    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho profile picture

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho

    Foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Possuía um estilo simples e direto, foi o mais lírico dos poetas. Abordava temáticas cotidianas e universais, às vezes com uma abordagem de "poema-piada", lidando com formas e inspiração que a tradição acadêmica considera vulgares. Mesmo assim se valeu de formas colhidas nas tradições clássicas e medievais. Em sua obra de estreia (e de curtíssima tiragem) estão composições poéticas rígidas, sonetos em rimas ricas e métrica perfeita, na mesma linha onde, em seus textos posteriores, encontramos composições como o rondó e trovas.

    109 Livros
    529 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho