E daí eu resolvi ler Uma Carta de Bezerra, que foi lançada pela Editora FEB e se trata de uma correspondência enviada por Bezerra para o seu irmão totalmente descrente na Doutrina Espírita.
Ao todo a obra possui 10 capítulos, sendo dois prefácios (Valioso autógrafo e Explicação Necessária), um posfácio, aviso de publicação, a carta em si, notas, cosmogonia espírita e apontamentos bibliográficos. Para quem é ou gosta de biblioteconomia vai adorar a estrutura do livro.
A carta em si tem como título A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica e é totalmente endereça ao seu irmão Soares com o objetivo de abrir os olhos espirituais do mesmo.
Durante a narrativa, Bezerra vai descrevendo os preceitos históricos religiosos de forma ampla misturando com a sua vivência cristã e espírita. Sabe aquele jeitinho de tentar convencer o outro contando a sua própria história!? Pois bem. É exatamente isso que o escritor faz e que muitos de nós fazemos também. :p
Além disso, Bezerra vai desconstruindo todas as falas do irmão com argumentos plausíveis. Também discorre sobre a origem do Espiritismo, os outros líderes religiosos como Moisés, Jesus e Buda, a purificação, a diferença da justiça de Deus e dos homens e depois chega na igreja, no Cristianismo e na mediunidade de forma geral.
Uma parte que chamou muito a minha atenção foi quando ele citou a comunicação daqueles que partiram. Naquela época, as informações demoravam para chegar e acabava se tornando comum o morto avisar espiritualmente no momento e dias depois chegar a confirmação. Atualmente esse processo é quase instantâneo, mas ainda assim, é possível o falecido avisar no momento o seu desencarne.
Colocando no papel, a carta teve tranquilamente umas 10 páginas. E quem ganhou fomos nós com o conteúdo riquíssimo existente nela. Uma aula de história, Espiritismo e mediunidade.
O texto é de fácil entendimento e a leitura é mega fluída. Tendo tempo se consegue ler em um dia.