Aventuras na História Nº 141 (Abril de 2015) - Quando o Islã foi proibido no Brasil

    não informado

    Abril
    2015
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nesta edição: Quando o Islã foi proibido no Brasil - A revolta do Malês na Bahia foi uma guerra santa contra a opressão dos senhores dos escravos / A cultura milenar da Tailândia / O destino da família do último Czar russo

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    R .20/04/2015Resenhou um livro
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    A edição instigou a leitura em: - Radicais versus cultura: É uma nota sobre os hediondos ataques e destruições promovidas por grupos radicais a bibliotecas, museus, monumentos e igrejas. Em fevereiro, militantes do EI (Estado Islâmico) bombardearam a Biblioteca e Museu de Mosul (Iraque), destruindo esculturas milenares e mais de 100 mil livros. Reflexo da oposição ao saber, para manutenção de ideologias manipuladoras, autoritárias e centralizadoras de poder. Sou zeloso na biblioteca onde trabalho e já fico invocado com irresponsabilidades de usuários (extravio, danificação de páginas, descuidos com os livros). Imaginar o pior então... Quanto conhecimento se perdeu por conta disso... Imagina o conhecimento que teríamos se fosse preservada, por exemplo, a Biblioteca de Alexandria. 10 papas polêmicos: Um Top 10 com mais manipulação ideológica. Em termos gerais, a história do papado é terrível e reflete o mundanismo na igreja; com prostituição, assassinatos, venda de cargos, disputas políticas, mentiras, roubos, hipocrisia e manobras escusas. Alguns exemplos: Estevão VI realizou o julgamento e condenação de seu pré-antecessor (que já estava morto e putrefato na cadeira dos réus), Bento IX praticava estupros e manobras bestiais para se manter no poder, Urbano II foi o iniciador das cruzadas e Inocêncio IV da inquisição. Coisas assim me fazem lembrar a Bíblia em João 5:39 e Jeremias 17:5, sobre busca de conhecimento. - A edição cita vários livros, deixo em registro um que é conhecido e que quero ler neste ano: "Admirável Mundo Novo" (de Aldous Huxley). Uma visão antiutopica (distopia) do otimismo na ficção científica, com projeções que soam como uma sátira e ironia. - Metropóle Americana: Trata da cidade do México, erguida sobre Tenochtitlán (principal cidade asteca ou mexica, como preferiam ser chamados), que em seu tempo foi das maiores do mundo (cerca de 200 mil habitantes). Maior que muitas europeias, como Valladolid, capital do império espanhol, de onde veio a destruição final nas ações de Hernan Cortes. - Quem manda onde?: Uma interessante história sobre a fundação do Estádio de São Januário. Foi construído em 10 meses com ajuda dos torcedores, inaugurado em 1927 como o maior da América, até ser superado pelo Pacaembu em 1940. O estádio deu força ao time em suas pretensões de participar da liga existente, e na quebra de preconceitos, pois o time se opôs a atitudes preconceituosas contra jogadores negros ou de classes menos favorecidas (até então vetados pela liga). O texto cita também a história do primeiro título no local, com uma partida não terminada que está hoje nas crônicas surreais do futebol brasileiro. - Islã proibido, a Revolta dos Malês: A reportagem de capa, sobre a insurgência dos malês (escravos muçulmanos na Bahia) que tentaram a formação de um estado próprio, onde fossem livres e sem a perseguição religiosa sofrida. Esse grupo era culto, alfabetizado e com espírito guerreiro de oposição a condição de escravos. Foram derrotados pela inferioridade numérica e bélica. Na minha visão, seria interessante a revista falar também dos procedimentos planejados na revolta, como chegariam ao poder (logística). O que vemos é mais sobre as características dos malês e importância - a mais relevante contra a escravidão em grande centro urbano. O sincretismo na Bahia teve muita influencia daí. - Trono manchado de sangue: O fim dos Romanov na Rússia, família do czar que foi brutalmente chacinada em 1918 por partidários da Revolução Comunista Russa, possivelmente a mando de Lênin, após um opulento domínio de 300 anos. A revista poderia citar a lenda da Anastácia, que teria escapado da morte e vivido no ostracismo. Mas a maioria dos historiadores não crê nisso e acredita em sua morte junto com os irmãos, em fuzilamento e golpes de baionetas na noite de 16/07/1918.

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