The Faerie Queene

    Edmund Spenser

    Penguin Classics
    1979
    1248 páginas
    1d 17h 36m
    ISBN-10: 0140422072

    ‘Great Lady of the greatest Isle, whose light Like Phoebus lampe throughout the world doth shine’ The Faerie Queene was one of the most influential poems in the English language. Dedicating his work to Elizabeth I, Spenser brilliantly united Arthurian romance and Italian renaissance epic to celebrate the glory of the Virgin Queen. Each book of the poem recounts the quest of a knight to achieve a virtue: the Red Crosse Knight of Holinesse, who must slay a dragon and free himself from the witch Duessa; Sir Guyon, Knight of Temperance, who escapes the Cave of Mammon and destroys Acrasia’s Bowre of Bliss; and the lady-knight Britomart’s search for her Sir Artegall, revealed to her in an enchanted mirror. Although composed as a moral and political allegory, The Faerie Queene’s magical atmosphere captivated the imaginations of later poets from Milton to the Victorians. This edition includes the letter to Raleigh, in which Spenser declares his intentions for his poem, the commendatory verses by Spenser’s contemporaries and his dedicatory sonnets to the Elizabethan court, and is supplemented by a table of dates and a glossary.

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    Marcos Augusto02/05/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Mais longo poema em língua inglesa, foi escrito durante a Reforma, uma época de controvérsia religiosa e política. Depois de assumir o trono após a morte de sua meia-irmã Mary, Elizabeth mudou a religião oficial da nação para o protestantismo. O enredo do poema é semelhante ao Livro dos Mártires de Foxe, que era sobre a perseguição aos protestantes e como o governo católico era injusto. Spenser inclui a controvérsia da reforma da igreja elisabetana no épico. Gloriana faz piedosos cavaleiros ingleses destruírem o poder continental católico nos Livros I e V. Spenser também dota muitos de seus vilões com "o pior do que os protestantes consideram uma supersticiosa confiança católica em imagens enganosas". O poema celebra, comemora e critica a Casa de Tudor (da qual Elizabeth fazia parte), assim como a Eneida de Virgílio celebra a Roma de Augusto. A Eneida afirma que Augusto descendia dos nobres filhos de Troia; da mesma forma, The Faerie Queene (A rainha fada) sugere que a linhagem Tudor pode ser conectada ao Rei Arthur. O poema é profundamente alegórico e alusivo; muitos elizabetanos proeminentes poderiam ter se encontrado parcialmente representados por uma ou mais figuras de Spenser. A própria Elizabeth é o exemplo mais proeminente. Ela aparece sob o disfarce de Gloriana, a Rainha das Fadas, mas também nos Livros III e IV como a virgem Belphoebe, filha de Chrysogonee e gêmea de Amoret, a personificação do amor casto feminino. Talvez também, de forma mais crítica, Elizabeth seja vista no Livro I como Lúcifera, a "rainha solteira" cuja Corte do Orgulho bem iluminada mascara uma masmorra cheia de prisioneiros. O poema também mostra a completa familiaridade de Spenser com a história literária. O mundo de The Faerie Queene é baseado na lenda arturiana inglesa, mas grande parte da linguagem, espírito e estilo da peça se baseiam mais no épico italiano, particularmente Orlando Furioso de Ludovico Ariosto e Jerusalém Libertada de Torquato Tasso. O Livro V de The Faerie Queene, o Livro da Justiça, é a discussão mais direta de Spenser sobre teoria política. Nele, Spenser tenta resolver o problema da política em relação à Irlanda e recria o julgamento de Mary, Rainha dos Escoceses. Escrito em inglês renascentista o poema é belíssimo mas a linguagem é extremamente complexa, cheia de palavras arcaicas e de sentidos obscuros. Foi sem nenhuma duvida o livro mais difícil e exigente que li. Costumo dizer ser mais fácil ler Chaucer em inglês médio que este poema.

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